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Caminhar ou suar a camisa? Estudo revela método simples para o controle da asma

Pesquisa do HC-FM-USP indica que aumentar o número de passos alivia sintomas de ansiedade e melhora a qualidade de vida

20 out 2026 - 08h25
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Resumo
Um estudo da FM-USP revelou que aumentar os passos diários é tão eficaz no controle da asma quanto treinos aeróbicos em esteiras. A pesquisa mostrou que a caminhada melhora a qualidade de vida, reduz sintomas respiratórios, ansiedade e depressão, mantendo benefícios duradouros sem exigir academias. Os especialistas alertam, porém, que a prática física atua como terapia complementar acessível e não substitui os medicamentos prescritos no manejo da doença crônica.

Desenvolver estratégias eficientes para o controle da asma é fundamental para garantir o bem-estar e a autonomia de pacientes que convivem com a doença. De acordo com um estudo recente, conduzido por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), aumentar a contagem diária de passos traz benefícios tão consistentes quanto a realização de treinos aeróbicos estruturados em esteiras.

Pesquisa do HC
Pesquisa do HC
Foto: FM-USP indica que aumentar o número de passos alivia sintomas de ansiedade e melhora a qualidade de vida - @bnmk0819/Canva / Bons Fluidos

A pesquisa, publicada na revista 'Pulmonology', comprovou que a adoção de hábitos mais ativos alivia os sintomas de ansiedade e depressão, além de elevar a qualidade de vida e manter a estabilidade respiratória, sem a necessidade de equipamentos complexos.

O impacto da caminhada no controle da asma

Paralelamente às avaliações médicas de rotina, os voluntários inativos do estudo foram divididos em dois grupos de acompanhamento durante dois meses. Enquanto uma parte dos participantes realizava sessões de treino aeróbico, supervisionado no Hospital das Clínicas (HC), a outra recebia orientações comportamentais, metas semanais e um relógio inteligente para monitorar a caminhada livre. As análises, realizadas por acelerômetros, demonstraram que ambos os métodos aumentaram significativamente o volume de passos diários e proporcionaram a redução dos sintomas respiratórios, sem que uma abordagem se sobressaísse à outra.

A importância do tratamento medicamentoso

Vale destacar que os ganhos obtidos durante a intervenção comportamental se mantiveram consistentes, mesmo quatro meses após o fim do acompanhamento presencial. Por ser uma prática acessível que não exige estrutura de academia, a caminhada diária facilita a adesão contínua do paciente ao longo do ano. No entanto, os especialistas ressaltam que as atividades físicas funcionam como uma terapia complementar e jamais devem substituir os medicamentos prescritos pelos médicos especialistas.

Ademais, a descoberta abre caminhos mais flexíveis e acessíveis para o manejo não farmacológico de doenças respiratórias crônicas. Por fim, incorporar o hábito simples de caminhar na rotina fortalece o organismo, previne crises e transforma a qualidade de vida de quem busca um dia a dia mais saudável.

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