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"Vamos permanecer no Fashion Rio", diz Valdemar Iódice

Fundador da marca Iódice fala ao Terra sobre o desfile no Rio e antecipa detalhes da próxima coleção

2 abr 2013 - 16h13
(atualizado em 3/4/2013 às 10h46)
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<p>Valdemar Iódice, fundador da marca, disse que a grife está focada no mercado brasileiro</p>
Valdemar Iódice, fundador da marca, disse que a grife está focada no mercado brasileiro
Foto: Getty Images

A grife Iódice está com as malas prontas para se mudar para o Rio. A marca passa a fazer parte definitivamente do Fashion Rio. Em entrevista exclusiva ao Terra, por e-mail, Valdemar Iodice, fundador da marca, afirma que desfilar no Rio faz parte da estratégia da empresa. “Vamos permanecer no Fashion Rio.” A grife abriu em março sua primeira loja na cidade e essa estratégia tem como foco priorizar o mercado brasileiro.

A Iódice foi fundada em 1987 e estreou no SPFW em 1996, quando a semana de moda paulistana começou com o nome de Morumbi Fashion.

Pulou a última edição de inverno, em outubro de 2012, que ocorreu no Parque Villa-Lobos. Na última edição da semana de moda paulista, que aconteceu no prédio da Bienal, no Parque do Ibirapuera, em março de 2013, a marca também não participou justamente por conta dos novos planos no Rio. 

Na entrevista, Valdemar falou também sobre a morte da estilista Clô Orozco, da grife Huis Clos, que ocorreu no dia 29 de março.  

Terra: Por que a mudança de São Paulo para o Rio? 

Valdemar Iodice:

Trata-se de uma nova estratégia da Iódice com relação à distribuição dos seus produtos no Brasil todo.

Terra: Foi uma mudança definitiva ou deve voltar para o SPFW na próxima edição? 

V.I.: Vamos permanecer no Fashion Rio.

Terra:A mudança de calendário dos desfiles alterou sua produção? De que forma?

V.I.: O tempo para prepararmos a coleção passou a ser menor.

Terra: O que acha desse novo calendário de desfiles?

V.I.:  Uma questão de adaptação.

Terra: O que muda na Iódice desfilando no Rio? Tem alguma alteração no conceito?

V.I.: 

Não, nada muda, o conceito e DNA da marca continuam o mesmo.

Terra: Como vê a crise atual? De alguma forma, afetou sua empresa?

V.I.:  

Estamos muito focados no mercado interno, abrindo lojas nas grandes capitais.

Terra: A Iódice fazia apresentações em Nova York. Por que parou? 

V.I.:

Exatamente pela estratégia de termos nos voltado ao mercado nacional.

Terra: Como o senhor vê a moda brasileira atualmente?

V.I.: 

Tem evoluído com personalidade.

Terra: Em São Paulo, vimos muitos desfiles mais comerciais e menos conceituais. É esse o caminho para a moda brasileira? 

V.I.: 

A moda é feita de peças que criam desejo no consumidor, talvez esse seja o momento.

Terra: Como vê o projeto de alguns dos desfiles do SPFW serem enquadrados na Lei Rouanet de Cultura? Sua grife se enquadraria nessa lei? 

V.I.: 

Acho uma boa medida, mas com o desfile aí não consegui me aprofundar neste assunto.

Terra: Qual a inspiração da Iódice para o próximo verão, quais as principais cores e tecidos? 

V.I.: 

Te adianto os tecidos: couro e muita seda.

Terra: O que você destacaria como mais relevante na coleção? 

V.I.: 

Os bordados que estamos fazendo em couro e, claro, ir para o Rio de Janeiro.

Terra: Comente a morte da estilista Clô Orozco, ocorrida dia 29 de março?

V.I.: 

Dedicou sua vida a moda. Clô era um grande talento e amiga. Uma grande perda.

Fonte: Ponto a Ponto Ideias Ponto a Ponto Ideias
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