Lilica Ripilica traduz moda adulta para os pequenos
Marca infantil dentro de evento de moda lançadora? No circuito da moda, só a Lilica Ripilica, que conseguiu este feito graças ao velho e eficiente argumento: pagou para entrar. Mas se o patrocínio foi a chave de entrada nas primeiras vezes, depois de tantas edições abrindo a semana, a moda das menininhas antenadas conseguiu um prestígio de gente grande.
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» Assista a trechos do desfile da Lilica Ripilica 
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Mesmo com as enchentes e chuvaradas provocando tantas perturbações em Santa Catarina, a coleção produzida em Jaraguá do Sul é uma mensagem de alegria e esperança. O rosa predomina, ao lado do vinho e do roxo. Como na moda adulta, há uma coerência de estilo que coordena os looks, e conta uma história fácil de ser entendida pelas pequenas clientes.
Elas saem da sala querendo as calças de alfaiataria, casaquinhos de trama lembrando o tweed, vestidos com galões e botões cobertos de cristais swarovski, botas com solado vulcanizado, enfeitadas por laços. Nos tricôs, pontos elaborados com torcidos. Destaque para a tricoline entremeada de listrados em cotelê, que faz vestidos e casacos. O cenário também mereceu ooooohs e aaaaahs.
Foi um palco giratório com três ambientes correspondentes ao conto inspirador, O Apólogo, de Machado de Assis: uma frente de casa, uma biblioteca e um ateliê de costura.
O elenco de mais de 40 lindinhas incluiu modelos da agência Desirê e filhas de famosos, como a Alicia Prudente (do casal Marcos Pasquim e Fabiana Kherlakian), Alice e Helena (de Heitor Martinez e Anna Markoun) e Luiza e Alice (do Danton Mello), além da Thayná Borges, atriz que vive a Maysa criança na minissérie da TV Globo.
O quê? Vocês acham que as meninas não sabem o que é tweed, alfaiataria e swarovski? Talvez nem consigam pronunciar, mas gostam e pedem para vestir, quando as roupas chegam às vitrines das lojas Lilica Ripilica aqui no Brasil, em Milão e nos Emirados.
Só um protesto: por que a marca Tigor T. Tigre, que também faz parte do grupo Marisol, não desfila?
Iesa está na área da moda desde o final dos anos 60, quando começou no Jornal do Brasil como ilustradora. Passou à produção e redação nos anos 70. Trabalhou na revista Desfile, na sucursal das femininas da Editora Abril em 80, mas voltou ao JB como editora da revista Domingo.
Há 12 anos abriu o site www.estiloiesa.com.br e em 2001 criou o curso de Jornalismo de Moda no Senac Rio.