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DJ Anne Louise conta como o leque virou novo statement das pistas brasileiras e ganhou protagonismo na cena eletrônica e LGBTQIAPN+

3 set 2026 - 10h46
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Resumo
Nas pistas brasileiras, o leque virou símbolo de identidade e atitude, sobretudo na cena eletrônica e LGBTQIAPN+. Difundido pela DJ Anne Louise desde 2019 com elementos nacionais, o acessório consolidou o 'ataque do leque', ritual coletivo em sintonia com as batidas do tribal que virou até música da DJ em 2024. Muito além de um item de moda, o acessório transformou-se em uma linguagem própria de expressão e pertencimento, conectando a energia da pista à performance musical.

Nas pistas brasileiras, alguns acessórios deixam de ser apenas complementos do look e passam a fazer parte da própria linguagem de quem está dançando. Foi assim com o leque, que nos últimos anos ganhou espaço em festas e festivais e se transformou em um verdadeiro código visual da pista. Para a DJ Anne Louise, que acompanha de perto essa transformação, o fenômeno diz muito sobre a capacidade brasileira de absorver referências internacionais e transformá-las em algo próprio.

DJ Anne Louise
DJ Anne Louise
Foto: Divulgação / Elas no Tapete Vermelho

"Lá fora o leque já era comum, mas aqui ele ganhou uma camada muito mais afetiva. Deixou de ser só um acessório e virou uma forma de expressão. Dentro da comunidade LGBTQIAPN+, ele carrega humor, atitude, é um jeito de se posicionar sem precisar falar", afirmou.

A mudança também acompanha uma transformação mais ampla na relação entre moda e música eletrônica. Nas pistas, o acessório não precisa necessariamente combinar com a roupa ou cumprir apenas uma função prática. Ele pode ser exagerado, divertido, personalizado e, principalmente, carregado de identidade.

DJ Anne Louise
DJ Anne Louise
Foto: Divulgação / Elas no Tapete Vermelho

Anne Louise esteve próxima desse movimento desde 2019, quando começou a levar os tradicionais leques de bambu para as pistas brasileiras. Naquele momento, ainda eram poucos os modelos que incorporavam referências locais. Aos poucos, frases, memes, símbolos e elementos da cultura brasileira passaram a ocupar o objeto, criando uma estética própria.

DJ Anne Louise
DJ Anne Louise
Foto: Divulgação / Elas no Tapete Vermelho

"Quando começamos a trazer os leques de bambu em 2019, ainda não existiam modelos com a nossa cara, com frases e referências do Brasil. A gente ajudou a construir isso, junto com uma tendência que já vinha sendo impulsionada por nomes como Madonna e, mais recentemente, Beyoncé", contou.

O resultado é um acessório que hoje funciona quase como uma extensão do próprio look — e que encontrou terreno especialmente fértil na cena LGBTQIAPN+. O leque pode acompanhar uma produção maximalista, aparecer personalizado com frases ou simplesmente surgir na mão de alguém como uma assinatura visual.

DJ Anne Louise
DJ Anne Louise
Foto: Divulgação / Elas no Tapete Vermelho

Mas sua importância nas pistas brasileiras vai além da estética. Nas festas de tribal, o chamado "ataque do leque" se tornou parte da experiência coletiva. Ao acompanhar determinadas batidas e momentos da música, o movimento do acessório cria uma resposta visual à performance do DJ. É como se a pista inteira passasse a falar a mesma linguagem.

"O tribal tem uma energia muito viva, ele pede movimento. O ataque do leque entra como uma extensão da música. Quando a pista responde, parece que todo mundo entra na mesma sintonia. Vira um momento coletivo, quase como um ritual", explicou Anne Louise.

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A força desse fenômeno chegou até à própria produção musical da DJ. Em 2024, Anne Louise lançou "Leque Ataque", em parceria com Liu Rosa, transformando em música um comportamento que já havia se consolidado nas pistas.

DJ Anne Louise
DJ Anne Louise
Foto: Divulgação / Elas no Tapete Vermelho

O que começou como um objeto funcional acabou, portanto, ganhando status de símbolo cultural e fashion dentro da noite brasileira. E, como acontece com as tendências que realmente permanecem, o leque deixou de ser apenas algo que se leva para uma festa: passou a fazer parte da maneira como as pessoas ocupam esse espaço.

DJ Anne Louise
DJ Anne Louise
Foto: Divulgação / Elas no Tapete Vermelho

Para Anne Louise, é justamente aí que está a força do acessório. "É sobre se expressar, se divertir e fazer parte de algo maior. O leque virou isso dentro da cena", completou. Entre a moda e a música, o fenômeno mostra que as grandes tendências das pistas nem sempre chegam pelas passarelas. Algumas nascem no meio da multidão, ao som de um beat, quando um simples acessório passa a carregar identidade, pertencimento e atitude.

Com a colaboração da Agencia AriPrensa

Elas no Tapete Vermelho
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