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Arthur Schopenhauer, filósofo: "Os primeiros quarenta anos de nossas vidas fornecem o texto; os trinta seguintes, o comentário"

Nessa etapa, começamos a rever o passado com outros olhos para nos compreendermos melhor

17 jun 2026 - 15h41
(atualizado às 15h46)
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CCISUL/Shutterstock
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Foto: Minha Vida

Em 1851, o filósofo alemão Arthur Schopenhauer publicou Parerga e Paralipomena, sua obra mais importante. Nela, encontra-se um capítulo intitulado "Aforismos sobre a Sabedoria da Vida", com uma filosofia muito mais prática e algumas de suas citações mais conhecidas sobre a vida, como esta: "Os primeiros quarenta anos de nossa vida fornecem o texto; os trinta seguintes, o comentário sobre ele, que nos instrui na compreensão de seu verdadeiro significado e coesão, bem como de sua moralidade e todas as suas sutilezas."

O que Schopenhauer quer dizer com essa metáfora literária é que, durante a primeira metade da vida, "escrevemos" experiências, erros, desejos e decisões. Uma vez que essa primeira metade da vida tenha passado e com mais distância, nós os interpretamos.

A ideia central não é que a vida comece depois dos 40, como disse Carl Gustav Jung, mas, sim, que é a partir desse ponto que se inicia uma etapa mais crítica da nossa experiência vivida. Sem esse comentário subsequente, não compreenderemos o significado, a coerência ou a moral do texto inicial.

Olhar para o nosso passado nos ajuda a compreender melhor a nós mesmos

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