Após o divórcio, estrangeiras escolhem o Brasil para cirurgias plástica
O Brasil se consolida como destino de turismo médico para mulheres que vivem momentos de transformação pessoal
O Brasil está entre os países que mais realizam cirurgia plástica no mundo. Dados da International Society of Aesthetic Plastic Surgery mostram que o país ultrapassa 1,5 milhão de cirurgias estéticas por ano.
Quando entram na conta os procedimentos não cirúrgicos, o total passa de 2,5 milhões anuais. Nesse cenário global, as mulheres representam cerca de 85% a 90% da procura por tratamentos estéticos.
Esse volume ajuda a explicar por que o Brasil se tornou um destino importante de turismo médico.
Entre os pacientes estrangeiros, cresce o número de mulheres que escolhem realizar procedimentos estéticos durante fases de transformação pessoal.
Por que o Brasil virou referência em cirurgia plástica
O mercado mundial de cirurgia estética movimenta mais de US$ 50 bilhões por ano. As projeções indicam crescimento médio acima de 7% até o fim da década.
Ao mesmo tempo, o turismo médico também segue em expansão. Estima-se que esse setor movimente entre US$ 70 bilhões e US$ 100 bilhões por ano.
Nesse cenário, o Brasil se destaca por três fatores principais. O país possui tradição médica na área, hospitais privados bem estruturados e custos mais acessíveis.
Em comparação com Estados Unidos e países da Europa Ocidental, muitos procedimentos podem sair mais baratos.
Por isso, a cirurgia plástica se tornou um dos principais motivos que levam pacientes estrangeiros a viajar para o país.
Mudanças pessoais podem influenciar a decisão
Clínicas que atendem pacientes internacionais já observam algumas tendências. A Revion International Clinic, inaugurada em 2025 no Jardim Paulista, recebe estrangeiros interessados em cirurgia plástica.
Segundo o cirurgião Leandro Faustino, muitas pacientes relatam estar vivendo uma fase de mudança quando procuram o procedimento.
Entre esses relatos, aparecem situações como divórcio ou término de relacionamento.
Para algumas mulheres, a cirurgia pode representar um momento de cuidado pessoal e reconstrução da autoestima.
"Não é a única motivação, mas muitas pacientes enxergam o procedimento como parte de um novo momento de vida", explica o especialista.
Autonomia feminina impulsiona o setor estético
O crescimento do setor também acompanha mudanças sociais importantes.
Nas últimas décadas, mulheres conquistaram mais autonomia financeira. Com isso, passaram a tomar mais decisões sobre saúde, bem-estar e aparência.
Após uma separação, por exemplo, muitas pessoas entram em um período de reorganização da vida.
Nesse processo, podem surgir escolhas relacionadas ao autocuidado, à aparência e ao estilo de vida.
Discrição também pesa na escolha pelo exterior
Para pacientes estrangeiras, realizar a cirurgia fora do país de origem pode trazer mais privacidade.
O deslocamento internacional permite passar pelo procedimento e pela recuperação longe da rotina habitual.
Assim, a transformação acontece de forma mais discreta.
Quando retornam para casa, muitas já passaram pelo período de recuperação.
Mesmo sem dados públicos que relacionem estado civil e turismo médico, especialistas apontam que o Brasil segue forte no cenário internacional da cirurgia plástica.
Para muitas mulheres, especialmente em momentos de mudança, investir na própria imagem também pode representar um novo começo.
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