A psicologia afirma que adultos que não têm amigos próximos não são necessariamente introvertidos ou antissociais: trata-se de um mecanismo de defesa
Às vezes, isolar-se pode parecer mais seguro do que se conectar com outras pessoas, especialmente quando há um apego inseguro.
Com o passar dos anos, fazer amigos pode se tornar uma tarefa difícil. Na infância, quando se brincava no parque, na adolescência, ao passar horas com as mesmas pessoas na escola, ou mesmo na fase universitária, as amizades pareciam surgir naturalmente. No entanto, à medida que o tempo passa, criar novos vínculos pode se tornar mais complicado. E não necessariamente por traços de personalidade, como ser antissocial ou introvertido, mas porque, em alguns casos, o isolamento pode parecer uma forma de proteção emocional.
Sob a perspectiva da psicologia, especialmente a partir da teoria do apego, esse comportamento pode ser melhor compreendido. Desenvolvida por John Bowlby e posteriormente ampliada pelas pesquisas de Mary Ainsworth, essa teoria propõe que a autoestima, a regulação emocional e a qualidade dos relacionamentos ao longo da vida são influenciadas pelo estilo de apego formado na infância. Em outras palavras, as experiências com os cuidadores moldam a forma como cada pessoa aprende a confiar nos outros ao longo da vida.
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Apego inseguro como mecanismo de defesa aprendido
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