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A psicóloga Leanne ten Brinke revela o detalhe decisivo para identificar um mentiroso: "É provável que usem muitos 'hum', 'ééé' e pausas prolongadas, sinais associados à tentativa de enganar"

A especialista explica por que a riqueza de detalhes e a fluidez de uma narrativa são pistas muito mais reveladoras do que o contato visual na hora de avaliar a veracidade de uma história.

27 out 2026 - 14h31
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Resumo
Ao contrário da crença de que nervosismo ou desvio de olhar denunciam mentiras, a psicóloga Leanne ten Brinke afirma que o sinal decisivo é a riqueza e espontaneidade dos detalhes. Relatos verdadeiros são consistentes e fluidos, enquanto mentir exige grande esforço mental em tempo real. Essa sobrecarga cognitiva dificulta a criação de narrativas complexas sob improviso e se manifesta por meio de relatos vagos, pausas prolongadas e hesitações frequentes na fala, como o uso de "hum" e "ééé".
Foto/ leannetenbrinke.com/@primevideo
Foto/ leannetenbrinke.com/@primevideo
Foto: Minha Vida

Muitas pessoas acreditam que desmascarar uma mentira é algo simples, baseando-se na ideia comum de que desviar o olhar, demonstrar nervosismo ou mexer-se excessivamente são provas incontestáveis de que alguém está escondendo a verdade. No entanto, a psicóloga Leanne Ten Brinke, pesquisadora especializada na psicologia do engano, aponta para um indicador muito mais sólido: a quantidade e a naturalidade dos detalhes fornecidos ao relatar um fato.

Segundo a especialista, quem diz a verdade costuma apresentar relatos espontâneos, mais ricos em detalhes concretos e consistentes, principalmente diante de perguntas inesperadas em que não houve tempo prévio para ensaiar uma versão.

Saiba mais: Nem sempre é timidez! Pessoas que não conseguem manter contato visual podem sofrer desta fobia, de acordo com psicólogo

A sobrecarga cognitiva de sustentar uma farsa

A diferença entre uma narrativa real e uma inventada está no funcionamento do cérebro. Quem compartilha uma experiência autêntica apenas resgata memórias já consolidadas. Já a pessoa que mente precisa fabricar um cenário convincente em tempo real.

Essa dinâmica impõe um esforço mental significativo, conhecido na psicologia como sobrecarga cognitiva:

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