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Ondas de calor marinhas 'escondem' meses de aquecimento adicional nos oceanos

Pesquisa indica que períodos prolongados de água quente antes e depois de picos térmicos ampliam a exposição cumulativa de ecossistemas costeiros

2 out 2026 - 16h11
(atualizado às 16h14)
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Resumo
Ondas de calor marinhas prolongadas, incluindo períodos antes e após os picos térmicos, ampliam significativamente o impacto sobre ecossistemas costeiros, aumentando os estressores ambientais e a exposição acumulativa em até 150%, revela estudo.

Cientistas descobriram que as ondas de calor marinhas são apenas a ponta do iceberg de um problema térmico muito maior. Ao ignorar o aquecimento que ocorre antes e depois desses eventos, as avaliações convencionais subestimam em mais de 150% o estresse real enfrentado pelos ecossistemas costeiros.

Imagem gerada por Inteligência Artificial, que não tem o objetivo de refletir ou retratar situações reais.
Imagem gerada por Inteligência Artificial, que não tem o objetivo de refletir ou retratar situações reais.
Foto: Imagem: gerada por IA / Portal Terra / TerrAI

A investigação foi conduzida por pesquisadores do Instituto de Ciências Marinhas da Virgínia (VIMS) e da Batten School of Coastal & Marine Sciences, com publicação na revista Communications Earth & Environment.

O estudo analisou séries temporais de duas décadas em estuários a partir de registros do Sistema de Reservas Nacionais de Pesquisa Estuarina da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA).

Como o aquecimento prolongado se divide?

Os pesquisadores classificaram os episódios térmicos em dois grupos distintos: eventos individuais e eventos compostos. Cerca de dois terços das ocorrências observadas foram de padrão individual, estendendo-se por aproximadamente 60 dias de temperaturas anormais além do pico da onda de calor.

O terço restante envolveu eventos compostos, caracterizados por períodos de aquecimento contínuo de cerca de 90 dias antes e após o ápice térmico. Esse tipo gerou mais de três vezes a exposição cumulativa calculada para o pico isolado.

"Não podemos mais olhar para as ondas de calor marinhas isoladamente ao avaliar o impacto de eventos de aquecimento em ecossistemas costeiros e oceânicos", afirmou Piero Mazzini, professor assistente da VIMS.

O especialista ressaltou que testes laboratoriais curtos frequentemente falham em reproduzir a duração térmica enfrentada pelos organismos na natureza.

Quais são as consequências para os ecossistemas?

A persistência de temperaturas elevadas intensifica outros estressores ambientais severos, como a queda nos níveis de oxigênio dissolvido na água e o surgimento de florações de algas nocivas. Esse conjunto de fatores eleva o risco de degradação em bancos de ervas marinhas e recifes de coral.

Nardi comparou o processo aos efeitos da radiação solar no corpo humano, em que o tempo de exposição é tão determinante para os danos biológicos quanto a intensidade do calor.

O grupo de pesquisa também associou a dinâmica de calor vertical e as oscilações marinhas na Costa Leste a padrões climáticos globais de grande escala, como o El Niño e a Oscilação Decadal do Pacífico.

TerrAI Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
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