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A 260 km de Natal, a 3,5 mil metros de profundidade e sobre vulcão de 50 milhões de anos: Atol das Rocas é 'parente' das Maldivas

Com formato de anel, piscinas naturais e uma lagoa no interior, a formação brasileira tem a mesma origem geológica do famoso arquipélago asiático. Mas existe uma diferença importante: ela é a única do tipo em todo o Atlântico Sul e não pode receber turistas

4 nov 2026 - 08h42
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Resumo
Localizado a 260 km de Natal, o Atol das Rocas é o único do Atlântico Sul e compartilha a mesma origem geológica das Ilhas Maldivas. Ambos se formaram a partir de recifes de corais e algas calcárias desenvolvidos sobre antigas estruturas vulcânicas submarinas, criando anéis que abrigam lagoas internas. Apesar das semelhanças visuais e de suas águas cristalinas, o atol brasileiro integra uma reserva biológica estritamente protegida, onde qualquer tipo de visitação turística é proibido.
Atol Das Rocas
Atol Das Rocas
Foto: João Marcos Rosa / Xataka

Não é preciso atravessar o mundo para encontrar uma paisagem que lembra as Maldivas. A cerca de 260 km de Natal, o Atol das Rocas reúne águas cristalinas, bancos de areia e uma formação geológica que o torna um parente distante das famosas Ilhas Maldivas, no Oceano Índico. Os dois lugares são considerados parecidos por terem se desenvolvido a partir de estruturas vulcânicas submarinas, posteriormente ocupadas por organismos que formam recifes. No caso brasileiro, o atol fica sobre uma antiga estrutura vulcânica associada a uma cadeia de montanhas submarinas. Com características únicas, ele é o único atol de todo o Atlântico Sul e permanece protegido em uma reserva biológica onde a visitação turística é proibida.

Atol das Rocas e Maldivas têm a mesma origem geológica

O Atol das Rocas e as Maldivas compartilham uma característica que não está apenas na paisagem: os dois são atóis, formações de recifes que crescem em formato de anel e deixam uma lagoa em seu interior. Para entender como esses lugares ganharam essa configuração, é preciso voltar milhões de anos, quando vulcões submarinos ainda estavam ativos. 

Essas estruturas vulcânicas funcionam como uma base para o crescimento de corais e algas calcárias, que se desenvolvem ao redor delas e, com o tempo, formam o anel característico dos atóis.  Com o passar do tempo, os recifes crescem sobre a estrutura vulcânica e formam áreas rasas em meio ao oceano. É assim que surgem as ilhas e os anéis de recifes característicos ...

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