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F1: FIA piscou para tratar o porpoising e as nuvens seguem escuras

Após apresentar-se cheia de razão, a FIA resolveu mudar a postura em relação ao tratamento do porpoising na F1 diante do tamanho da tarefa.

18 jun 2022 - 11h44
(atualizado às 11h47)
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Gasly com a AlphaTauri em Montreal: as nuvens seguem escuras para a F1
Gasly com a AlphaTauri em Montreal: as nuvens seguem escuras para a F1
Foto: Red Bull Content Pool / Divulgação

A FIA sacudiu o mundo da F1 antes do GP do Canadá no sentido de monitorar o porpoising e tomar medidas para limitá-lo e assim resguardar a integridade física dos pilotos, que foi bem questionada após várias reclamações em Baku, pista onde os quiques foram bastante fortes.

Em um momento raro de se ver, a maioria aplaudiu a ação da entidade. Afinal de contas, as observações dos pilotos começaram na pré-temporada em relação ao desconforto provocado pelas vibrações. À medida que as provas foram acontecendo, as vozes descontentes foram aumentando e culminaram no GP de Azerbaijão.

Inicialmente, a FIA se mostrou decidida a agir rapidamente. O que se esperava para Silverstone acabou vindo logo no Canadá. E, aparentemente, as equipes foram pegas de surpresa com a Diretriz Técnica emitida. Embora o caminho fosse o correto, que seria medir a oscilação dos carros e estabelecer parâmetros de acerto, muitas dúvidas apareceram. Até mesmo por parte da FIA.

Entre a intenção e a ação, há um grande abismo. Este foi o grande problema. Acessibilidade aos dados a FIA tem, já que ela tem diversos sensores de controle por questões de segurança e consegue monitorar quase em tempo real. A Diretriz Técnica fala em estabelecer métricas para estabelecer curso de suspensão, limite de oscilação... mas como?

Após conversar com os responsáveis técnicos dos times, o DRS que estava ativado, foi desligado e podemos dizer que o Carro de Segurança Virtual foi ativado: diante da dificuldade de se encontrar parâmetros tão rapidamente, decidiu-se que a FIA irá somente medir os dados este fim de semana e ações serão tomadas nas próximas etapas.

De certa forma, evitou-se uma ação tipo as que foram tomadas em 94 no calor dos acontecimentos pós-imola e acabaram tendo momentos de zelo excessivo (que tal a chicane na entrada da Eau Rouge?). Mas a questão está na mesa e, aparente, quer ser tratada.

O importante é que esta ação acaba por não afetar a quem se deu melhor. Como até falamos antes, a Red Bull foi quem aparentemente achou a melhor solução e tem sido a que mais tem mais veemente contra a FIA justamente por considerar que não pode ser penalizada por ter encontrado a melhor solução para o problema.

Repetindo: não importa se esta ação da FIA venha agora ou daqui a algumas provas. É um verdadeiro paliativo. A questão é que as equipes também estão trabalhando para resolver a questão. Mas uma ação mais definitiva, como a volta dos amortecedores de massa (os inertizadores), tem que ser resolvida logo por conta dos projetos de 2023. Até agora, a área técnica da FIA aceitou rever os modelos gráficos dos carros usados como referência para projeto.

Nos próximos dias, teremos uma reunião dos responsáveis técnicos dos times com os técnicos da FIA e da F1 para definir estes e outros assuntos. O fato é que mais uma vez a questão do teto orçamentário vai bater na porta e talvez alguma concessão venha neste campo. Alguma coisa virá, mas a FIA piscou.

Parabólica
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