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Equipes F1 2021: Aston Martin - o verde ficou sem brilho

Se esperava que, com o aporte do grupo de Lawrence Stroll e a ligação com um ícone britânico, a coisa deslanchasse. Mas não foi bem assim

14 jan 2022 17h41
| atualizado às 17h42
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A Aston Martin fez mais presença pela aparencia do que pelo desempenho...
A Aston Martin fez mais presença pela aparencia do que pelo desempenho...
Foto: Aston Martin F1 / Divulgação

Carro: Aston Martin AMR21
Motor: Mercedes AMG F1 M12 E Performance
Diretor Técnico: Andrew Green
Chefe de Equipe: Otmar Szfnauer
Pilotos: Sebastian Vettel (ALE) / Lance Stroll (CAN)
Pontuação: 77 pontos (7º Lugar)

Se tinha uma equipe que esperava um bom resultado em 2021, era a Aston Martin. No terceiro ano da gestão de Lawrence Stroll e sua patota, as expectativas eram enormes. A prova era que o nome Force India finalmente ficava para trás e entrava em campo a montadora inglesa de carros esportivos Aston Martin, que voltava para a Fórmula 1 62 depois. Ia embora o rosa da BWT, chegava o verde britânico.

Se a Force India com poucos recursos fazia milagres, imagina agora com o aporte? Essa era a pergunta que todos se faziam. E a porta foi aberta: anúncio de construção de nova fábrica, contratação de técnicos, vinda de Sebastian Vettel...o céu era o limite. Título? Ainda não. Vitórias? Quem sabe.

Mas não foi bem assim...

Por conta das decisões de manutenção de regulamento, a Aston Martin se viu amarrada a desenvolver o RP20, que era baseado no Mercedes W10. Se o W12 já sofreu com a mudança no assoalho, a Aston sofreu mais ainda, considerando que ainda usava o sistema de suspensão de 2020. Logo na pré-temporada, a equipe viu que o caminho usado para adaptação não foi o ideal.

Na primeira prova, o carro se mostrou extremamente nervoso e lento, o que até fez Otmar Szfnauer, Chefe de Equipe, considerar reclamar na FIA contra as mudanças introduzidas. Mas não foi à frente. O time optou por tentar salvar o que era possível e maximizar o conjunto. Mudanças no assoalho vieram, principalmente o formato em “Z”, que virou padrão. A situação melhorou, mas longe de ser o que se pensava inicialmente.

Vettel veio para ser o comandante do time, até para ajudar a “pensar grande”. Mas a adaptação não foi das melhores. A falta de aderência do carro o prejudicou, mas ele não se deu por vencido. Lutou e conseguiu o melhor resultado da equipe, o 3º lugar em Baku. Ainda haveria o 2º lugar na Hungria, mas como houve o problema de não ter pelo menos 5 litros de combustível no tanque, perdeu a posição.

Lance Stroll talvez tenha feito a sua melhor temporada até então. O canadense é longe de ser um “fora de série”, porém, tem crescido a olhos vistos. Andou bem, conseguiu até pontuar mais vezes do que Vettel na temporada, mesmo ficando atrás do alemão no final. Porém, deixou uma impressão positiva, coisa que mesmo seus detratores têm de reconhecer.

A equipe pagou dentro e fora das pistas pelo turbilhão de mudanças. E ainda vem mais: técnicos da Mercedes chegaram, bem como o ex-desenhista da Sauber, Luca Furbatto. Ainda há uma briga na justiça para que o ex-aerodinamicista da Red Bull, Dan Fellows, seja liberado antes do previsto em contrato. Para completar, Otmar Szfnauer, que se tornou A cara do time nos últimos tempos, teve sua saída anunciada no início deste mês. Em setembro, foi dito pela imprensa francesa de que ele estaria de saída para a Alpine, o que foi categoricamente desmentido na época. Mas a saída quase que sequencial de Marcyn Budkowski da Alpine deixa a entender que este movimento pode vir a acontecer.

Mas os ingleses anunciaram a vinda de Mike Krack, responsável pela área de esporte a motor da BMW, para o lugar de Szfnauer. Acaba por ser um movimento parecido com o que a McLaren fez com a contratação de Andreas Seidl. Como este, Krack também teve vivência na F1 e conhece bastante de corridas. É a tentativa de que mais um responsável pela área de protótipos possa fazer a Aston Martin dar certo. Afinal, Lawrence Stroll tem pressa. 

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