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Teste: VW T-Cross Highline é bom, mas exagera nos opcionais

Esta é a versão topo de linha do primeiro SUV compacto da Volkswagen no Brasil. O carro é fabricado na mesma plataforma do Polo e do Virtus

8 out 2019
06h16
atualizado às 07h00
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A Volkswagen demorou demais para entrar no mercado de SUVs compactos. Durante uma década a Ford reinou sozinha no segmento, com a primeira geração do EcoSport. Quando veio a segunda geração do Eco, e com ela o Renault Duster, a Volks continuou ausente. Preferia apostar no CrossFox, seu hatch aventureiro. Mas não era a mesma coisa. Com a avalanche de novos SUVs, como Jeep Renegade, Honda HR-V e Peugeot 2008, a marca alemã finalmente acelerou o processo de produção de seu primeiro SUV compacto.

O T-Cross é o primeiro SUV compacto da Volkswagen.
O T-Cross é o primeiro SUV compacto da Volkswagen.
Foto: Divulgação

O T-Cross não tem nada do VW Tiguan, o SUV médio que, a despeito de vendas ruins, sempre teve boa imagem no mercado. Na verdade, o T-Cross é uma mistura de Polo com Virtus. Do Polo, tem a carroceria em forma de hatch, porém mais espichada e levantada. Do Virtus, tem o conforto de um sedã com maior distância entre-eixos. O resultado foi um SUV compacto equilibrado.

Faz tempo que a Volkswagen não emociona em design -- e o T-Cross não fugiu à regra. É um carro bonito, prático e bem acabado, mas dificilmente alguém vai morrer de amores por ele, como já morreram por outros modelos da própria Volks, como o Passat, a Parati e o próprio Gol (fora a paixão arrebatadora pelo Gol GTI). Porém, a Volkswagen atual é racional. E é assim que o T-Cross se impõe no disputado mercado de SUVs compactos. Ele aposta alto na segurança. Exibe cinco estrelas no teste de impacto do Latin NCAP.

A versão Highline 250 TSI é a topo de linha do T-Cross.
A versão Highline 250 TSI é a topo de linha do T-Cross.
Foto: Divulgação

Na lista de equipamentos de série, o T-Cross traz seis airbags, assistente de partida em rampas, controle de estabilidade, freios a disco nas quatro rodas, sistema isofix para fixação de cadeiras infantis, luzes de condução diurna em LED, bloqueio eletrônico do diferencial, suporte para smartphone com USB para recarga, sensores de estacionamento traseiros e faróis de neblina com acendimento automático em curvas. Ou seja: além da segurança, o conforto e a praticidade também mereceram atenção da Volkswagen.

O T-Cross Highline 250 TSI traz ainda bancos revestidos de couro, sensores crepuscular e de chuva, detector de fadiga, iluminação ambiente em LED, espelho retrovisor interno eletrocrômico, espelhos retrovisores externos com rebatimento automático, sistema Kessy e start-stop (que desliga/liga o motor em paradas de trânsito).

Esta versão mais cara pode ser equipada com três opcionais. O Sky View, que traz teto panorâmico, custa R$ 4.800, mas é impossível comprá-lo sem adicionar o pacote Innovation (mais R$ 4.000), que traz central multimídia de 8” com sistema de som Discover Media, entrada USB no console, seletor de modos de condução, GPS, painel de instrumentos digital e comandos por voz. Já o Tech&Beats  sai por R$ 6.050 e inclui assistente de estacionamento semi-autônomo, sistema de som Beats e faróis full-LED. Se acrescentar o teto preto (pintura bicolor), como no carro das fotos, são mais R$ 1.900. Completo, o T-Cross Highline custa R$ 127.330.  

VW T-CROSS HIGHLINE 250 TSI
Item Conceito

Nota

(1 a 5)

Desempenho bom 3
Consumo muito bom 4
Segurança ótimo 5
Conectividade bom 3
Conforto muito bom 4
Pacote de Série bom 3,5
Usabilidade médio 2
Veredicto bom 3,4

Infelizmente, ainda não tivemos um contato por longo tempo com o T-Cross Highline 250 TSI. Portanto, sua usabilidade só pode ser avaliada mesmo pelos critérios técnicos adotados pelo Guia do Carro. Quanto aos equipamentos, só damos nota para equipamentos de série, pois num opcional o cliente está pagando um valor extra. De qualquer forma, o eficiente motor 1.4 turbo, com potência máxima de 150 cv e torque de 250 Nm, acoplado ao câmbio automático de seis velocidades, permite um bom desempenho. É nítida busca de equilíbrio entre conforto e estabilidade. A suspensão é eficiente, mas os carros da Volks estão mais macios do que antigamente. Sentimos alguma inclinação da carroceria nas curvas no test drive realizado em pista.

O porta-malas do T-Cross não é muito generoso, conta com apenas 373 litros. A Volkswagen projetou uma solução para aumentar a capacidade do compartimento, que pode chegar a 420 litros. Esse incremento de volume é feito por meio de uma trava que deixa o encosto do banco traseiro mais vertical. Porém, isso prejudica os passageiros de trás em viagens longas.

Apesar de apresentar diferentes tipos de materiais e tonalidades, o interior tem muitos plásticos rígidos, com revestimento de couro somente em uma pequena parcela do painel de portas. Além disso, o visual interno não tem personalidade própria, visto que possui linhas e elementos similares a outros modelos recentes da marca. Não que seja diferente em várias outras marcas, mas alguns SUVs concorrentes realmente mostram mais “personalidade”, como o Jeep Renegade, o Nissan Kicks e o Citroën C4 Cactus.

O que é novo

  • O carro inteiro é totalmente novo e usa a plataforma modular MQB da Volkswagen.
  • Cobertura dos pedais em alumínio e freio de estacionamento revestido de couro.
  • Frisos laterais na região inferior dos vidros, moldura cromada nos faróis de neblina e grade dianteira, além de rack de teto na cor “prata anodizada”.

O que nós gostamos

  • Apesar de o túnel central ser um pouco alto, o espaço interno é bom, os bancos apoiam bem as pernas e permitem ocupar a cabine com conforto. 
  • Motor 1.4 turbo de 150 cv e 250 Nm a 4500 rpm.
  • Câmbio automático de seis marchas com conversor de torque.
  • Isolamento acústico satisfatório. O ruído externo só invade a cabine quando se exige muito do motor.

O que pode melhorar

  • Porta-malas de 373 litros.
  • Visual da grade dianteira.
  • Apesar de apresentar diferentes tipos de materiais e tonalidades, o interior tem muitos plásticos rígidos, com revestimento de couro somente em uma pequena parcela do painel de portas. 
  • Ao contrário de alguns concorrentes, o T-Cross ainda não conta com freio de estacionamento eletrônico.

Os números

  • Preço: R$ 109.990
  • Motor: 1.4 flex
  • Potência máxima: 150 cv a 4.500 rpm (g/e)
  • Torque máximo: 250 Nm a 1.500 rpm (g/e)
  • Câmbio: 6 marchas AT
  • Comprimento: 4,199 m 
  • Largura: 1,751 m
  • Altura: 1,570 m
  • Entre-eixos: 2,651 m
  • Vão livre: 191 mm
  • Peso: 1.292 kg
  • Pneus: 205/55 R17
  • Porta-malas: 373 litros
  • Tanque: 52 litros
  • 0-100 km/h: 8s7
  • Velocidade máxima: 198 km/h
  • Consumo cidade: 11,0 km/l (g)
  • Consumo estrada: 13,2 km/l (g)
  • Emissão de CO2: n/d
  • Modelo avaliado: 2020
Guia do Carro
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