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Novo Chevrolet Monza faz sucesso na China; sonho renasce

GM planeja lançar o novo Chevrolet Monza no México, o que provoca especulações sobre sua vinda para o Brasil. Entenda as possibilidades

26 dez 2020
13h49
atualizado às 18h22
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Chevrolet Monza vendido na China: quatro versões de motorização.
Chevrolet Monza vendido na China: quatro versões de motorização.
Foto: GM / Divulgação

Produzido no Brasil de 1982 a 1996, o Chevrolet Monza é um dos carros de maior sucesso na história da GM do Brasil. Antes do Onix, foi o único carro da marca a se sagrar campeão nacional de vendas, em 1984, 1985 e 1986. O carro que fez sucesso no Brasil era derivado do Opel Ascona, um veículo europeu. Agora, o Chevrolet Monza está de volta. Desde 2019, voltou a ser fabricado pela GM na China e tem feito sucesso. Segundo a consultoria Car Sales Base, vendeu 141.795 unidades no ano passado e 118.957 em 2020, apesar da pandemia de coronavírus.

O novo Chevrolet Monza pode voltar ao mercado brasileiro? Talvez. A boa notícia para os fãs do carro é que a General Motors planeja lançar a próxima geração do Monza no México. A informação foi dada pelo site GM Authority em 22 de setembro, em reportagem assinada por Deivis Centeno. “Fontes familiarizadas com o assunto nos informaram que a GM tem planos de lançar o Chevrolet Monza no mercado mexicano nos próximos meses, já que os sedãs mantêm um alto nível de aceitação no país latino”, informou o GM Authority.

Chevrolet Monza vendido na China: dois anos de sucesso.
Chevrolet Monza vendido na China: dois anos de sucesso.
Foto: GM / Divulgação

Segundo a reportagem do site -- que é especializado em notícias sobre a GM em todo o mundo --, “o México se tornará o primeiro país estrangeiro a receber o novo Chevrolet Monza desde que a placa de identificação histórica foi ressuscitada em novembro de 2018 em um veículo exclusivo da China”. O que isso tem a ver com o Brasil? Muita coisa.

É fato que o Chevrolet Cruze já saiu dos planos da GM. O sedã médio deixou de ser produzido em várias partes do mundo. A única fábrica que mantém a produção é a da Argentina. O Cruze tem vendido menos de 500 unidades/mês no Brasil nos últimos meses, acumulando apenas 8.750 unidades no ano. Por outro lado, o Chevrolet Onix Plus está tendo um ano espetacular, alcançando mais de 81 mil vendas em 2020.

Chevrolet Monza vendido na China tem sistema híbrido leve.
Chevrolet Monza vendido na China tem sistema híbrido leve.
Foto: GM / Divulgação

O novo Chevrolet Monza é baseado na Plataforma GM-Patac K. O carro mede 4,630 m de comprimento, 1,798 m de largura e 1,485 m de altura. A distância entre-eixos é de 2,640 m.  Em relação ao Onix Plus, o novo Monza é maior. O Onix Plus tem 4,474 m de comprimento, 1,730 m de largura, 1,476 m de altura e 2,600 m de entre-eixos. O porta-malas tem 469 litros de capacidade. Já o Cruze sedã mede 4,665 m de comprimento, 1,807 m de largura, 1,484 m de altura e 2,700 m de entre-eixos. Porta-malas de 440 litros.

Na China o Monza substituiu o Cruze por ser considerado mais racional. No mercado chinês, o novo Monza tem várias configurações. Uma com motor de quatro cilindros aspirado, duas com motor de três cilindros e uma híbrida leve com bateria de 48 volts. O Monza previsto para o México é o 1.3 turbo de três cilindros com 163 cv de potência e câmbio automático de seis marchas. O torque é de 230 Nm.

Interior do Chevrolet Monza vendido na China.
Interior do Chevrolet Monza vendido na China.
Foto: GM / Divulgação

O Monza chinês se encaixa na categoria B superior e já está em fase de homologação no México, devendo estrear em 2021 no lugar do Chevrolet Cavalier, que também é feito na China, mas não obteve muito sucesso. Para o México, o Chevrolet Monza torna-se interessante porque o país aderiu ao tratado de livre comércio entre a China e 14 países que têm litoral no Oceano Pacífico.

O Brasil não apenas não faz parte do Pacífico como tem dificultado as relações comerciais com a China, dando preferência aos negócios com os EUA. Isso coloca o novo Chevrolet Monza na mesma situação do Ford Territory. Em compensação, a moeda chinesa (renminbi) tem valor muito parecido com o real. Assim, o Monza chinês tem preços entre R$ 78 mil e R$ 98 mil.

Chevrolet Monza vendido na China: porta-malas de 405 litros.
Chevrolet Monza vendido na China: porta-malas de 405 litros.
Foto: GM / Divulgação

Como não é produzido na América Latina e o Brasil não tem acordo bilateral com a China, a única opção é trazer uma ou duas versões topo de linha. De qualquer forma, ainda não há uma definição clara sobre qual será o modelo a substituir o Chevrolet Cruze na fábrica da Argentina, embora os rumores apontem para um SUV de 7 lugares. Entretanto, se a GM optar por manter um sedã na linha, o Monza teria mais chances do que o Cruze, pois os carros da Chevrolet na América do Sul têm tido desenvolvimento conjunto com os carros chineses (caso da família Onix).

Se tiver que ser apenas importado, caso a ideia da volta do Monza vingue na GM do Brasil assim como vingou na GM do México, a opção mais viável talvez seja a híbrida leve, que é capaz de fazer 21,3 km/l de gasolina, pois o sistema reduz o consumo em 9,6%, segundo a GM da China. Nesse caso, seria um carro de baixo volume, mas que poderia resgatar a mística da marca Monza, que ainda é muito forte no Brasil.

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