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Análise: o que esperar de uma Honda sem Fit e sem Civic?

Rumores de que a Honda vai deixar de produzir o Fit e o Civic são cada vez maiores. Saiba o que vem no lugar desses carros

17 jun 2021 14h15
| atualizado às 14h20
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Honda Civic 2022: por enquanto, a Honda não confirma nem desmente.
Honda Civic 2022: por enquanto, a Honda não confirma nem desmente.
Foto: Honda

A Honda produz automóveis no Brasil desde 1997. O primeiro modelo fabricado em Sumaré (SP) foi o Civic, um carro de classe mundial. Foi com o Fit nacional, entretanto, a partir de 2003, que a Honda se firmou como marca aspiracional e confiável no Brasil. O Fit trouxe aspectos importantes do Civic, como a qualidade construtiva e a durabilidade, porém num carro mais barato e muito mais versátil.

Agora, a julgar pelas recentes declarações do novo presidente da Honda América do Sul, Atsushi Fujimoto, o fabricante japonês pode mesmo abrir mão desses dois ícones: Fit e Civic. Os rumores de que esses carros não serão produzidos são cada vez mais fortes, embora a Honda não confirme nem desminta nada. Fujimoto disse que a linha de produtos será mais enxuta.

No lugar do Fit, a Honda vai produzir o novo City Hatch, um carro que chegou recentemente em outros países. Assim, a família City teria um hatch e um sedã. É a mesma estratégia adotada pela Toyota com o Yaris. Isso significa também que a Honda se tornará uma marca de carros mais comum, pois o Fit (Jazz em alguns mercados) passou a ser oferecido na Europa apenas na configuração híbrida. No Brasil, o Fit é único em sua categoria (monovolume compacto).

A nova geração do Fit, entretanto, exigiria mais investimentos. Por isso, a Honda parece ter sucumbido à realidade brasileira ao abraçar a causa da família City (hatch e sedã). O City Hatch poderá substituir o Fit? Não totalmente. A proposta do Fit é diferenciada e um hatchback convencional nunca será a mesma coisa. Vai mudar, por exemplo, a experiência de condução, pois o City é mais baixo.

Honda City Hatch: terá capacidade para substituir o versátil Fit?
Honda City Hatch: terá capacidade para substituir o versátil Fit?
Foto: Honda / Divulgação

Quanto ao novo Civic, os rumores indicam que virá apenas importado. Se isso for confirmado, o Civic deixa de ser um competidor tão forte perante outros sedãs do mercado, como Toyota Corolla e Chevrolet Cruze. Qualidade, claro, o carro continuará tendo. Mas, se vier apenas importado, certamente serão priorizadas as versões mais caras. As fábricas de Sumaré e Itirapina, ambas no Estado de São Paulo, serão mantidas.

A Honda promete para os próximos anos três modelos híbrido plug-in. O primeiro já foi apresentado, é o novo Accord. Os outros dois provavelmente serão o Civic da nova geração e o HR-V, também da nova geração. Pelo menos este está garantido como produção nacional. Porém, é possível que a Honda esteja guardando uma surpresa e traga o Fit híbrido plug-in. Mas não coloque muitas fichas nessa aposta.

Outro carro ameaçado é o WR-V. Sem o Fit, qual a justificativa de manter o WR-V, que é a sua versão crossover? Por isso, outro carro cotado para o Brasil é um SUV mais compacto, o ZR-V, desenvolvido na Índia. Ele é “mais SUV e menos crossover”, na opinião de analistas.

Honda ZR-V: aposta num SUV compacto para substituir o WR-V.
Honda ZR-V: aposta num SUV compacto para substituir o WR-V.
Foto: Kleber Silva / Projeção

Quanto ao Honda Civic, a atual geração ainda é muito boa. Não há, especialmente para o mercado brasileiro, qualquer necessidade de trocá-la agora. O carro poderia continuar sendo produzido com um motor mais eficiente do que o atual 2.0 aspirado e também carece de uma atualização na “ilha digital” (painel de instrumentos e central multimídia). Isso já seria suficiente. Porém, a Honda não costuma colocar dois modelos de geração diferente no mesmo mercado. E não há chance de o novo Civic ser negado ao público brasileiro. Portanto, ou ele mantém a produção no país ou será importado.

No próximo ano (2022), a Honda vai completar 25 anos de produção de automóveis no Brasil. Para muitos, ainda parece inacreditável que a marca japonesa vai “comemorar” este fato tirando do mercado logo o Civic, o carro que foi sua porta de entrada, seu modelo mais famoso no mundo. Com a palavra, Fujimoto San.

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