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Veto às bets no Brasileirão: MP de Lula impacta patrocínios, mas 6 clubes ficam de fora

Medida provisória do governo federal impõe cerco às casas de apostas online e ameaça contratos milionários no futebol brasileiro

27 set 2026 - 20h05
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Resumo
A nova MP do governo Lula que veta o patrocínio de casas de apostas impactará 14 dos 20 times da Série A do Brasileirão. Contudo, Internacional, Bahia, Athletico-PR, Coritiba, Mirassol e Bragantino escapam do prejuízo imediato no espaço máster por não terem contratos ativos com o setor. Clubes e empresas têm até 5 de outubro para retirar todas as peças publicitárias, visto que os sites não autorizados sairão do ar no dia seguinte, em meio a um projeto de lei com punições severas a infratores.

A recente assinatura da "MP das Bets" pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva trouxe forte apreensão aos bastidores do futebol nacional, mas nem todos os times sofrerão o impacto financeiro imediato do veto às bets no Brasileirão. Embora 14 dos 20 clubes da primeira divisão dependam diretamente de casas de apostas online como patrocinadoras máster, uma lista seleta formada por Internacional, Bahia, Athletico-PR, Coritiba, Mirassol e Bragantino não perderá receitas de topo de camisa. O motivo é que essas equipes já não mantinham contratos ativos com empresas do setor no momento em que a medida foi decretada pelo Executivo.

Veto às bets no Brasileirão: MP de Lula impacta patrocínios, mas 6 clubes ficam de fora
Veto às bets no Brasileirão: MP de Lula impacta patrocínios, mas 6 clubes ficam de fora
Foto: Getty Images / Perfil Brasil

Destaques entre os isentos do impacto no espaço principal da camisa, Mirassol e Bragantino chamam a atenção por serem os únicos participantes da elite que jamais tiveram uma bet como patrocinadora máster histórica. Ambas as equipes do interior paulista priorizaram parcerias com o setor de bebidas para estampar a área nobre de seus uniformes. Já equipes como Internacional, Bahia, Athletico-PR e Coritiba haviam encerrado seus vínculos anteriores com marcas de apostas recentemente, passando a disputar a competição com acordos pontuais e parcerias de outros segmentos econômicos.

Prazos do governo e a corrida para retirada de publicidades

A nova regulamentação exige uma reformulação rápida na comunicação visual do esporte em todo o país. O Ministério da Fazenda determinou que as plataformas de apostas e os clubes têm prazo até o dia 5 de outubro para encerrar e remover todas as ações publicitárias e marcas de patrocínio, tanto em meios digitais quanto físicos. "Os sites e aplicativos de apostas sairão definitivamente do ar no dia 6 de outubro", ressaltam integrantes da equipe econômica sobre o cronograma de bloqueio determinado pela legislação.

Enquanto isso, os torcedores e apostadores que possuem saldos retidos nas plataformas têm um prazo limite para efetuar o resgate voluntário de seus fundos. Paralelamente ao decreto da Medida Provisória, o governo federal encaminhará ao Congresso Nacional um Projeto de Lei (PL) em regime de urgência para estipular punições rígidas às empresas que insistirem na promoção não autorizada de jogos virtuais no mercado brasileiro.

Perfil Brasil
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