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"Uma civilização inteira morrerá hoje", diz Trump sobre o Irã

O presidente dos EUA disse que não quer 'que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá' e não poupou palavras ao descrever a gravidade do momento

7 abr 2026 - 10h51
(atualizado às 11h03)
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O cenário geopolítico global entrou em uma fase de incerteza sem precedentes nesta terça-feira (7). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou sua rede social, a Truth Social, para emitir um alerta contundente que reverberou em todas as capitais do mundo. A poucas horas do fim do prazo estabelecido para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, Trump sugeriu que o desfecho desta noite poderá marcar o fim de uma era no Oriente Médio. O bloqueio da rota, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, transformou-se no estopim de uma crise que ameaça paralisar a economia global.

Donald Trump
Donald Trump
Foto: Andrew Harnik/Getty Images / Perfil Brasil

Trump ameaça

Em sua publicação, o mandatário norte-americano não poupou palavras ao descrever a gravidade do momento. "Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE?", afirmou o presidente. A declaração ocorre em um contexto de retaliação mútua que se intensificou desde o bombardeio de territórios iranianos por forças dos EUA e de Israel no final de fevereiro.

Resistência em Teerã

Enquanto a Casa Branca eleva o tom, o governo de Teerã demonstra que não pretende recuar diante das ameaças de Washington. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, utilizou a rede social X para mobilizar a população, afirmando que milhões de cidadãos estão dispostos a lutar pela soberania do país. "Mais de 14 milhões de iranianos valentes já declararam, até este momento, estar prontos para sacrificar suas vidas em defesa do Irã. Eu também tenho sido, sou e continuarei sendo alguém disposto a dar a vida pelo Irã", declarou o líder iraniano, baseando-se em convocações feitas pela mídia estatal.

A estratégia de defesa iraniana inclui um apelo dramático: a formação de correntes humanas em torno de ativos estratégicos, como pontes e usinas de energia. Alireza Rahimi, secretário do Conselho Supremo da Juventude e dos Adolescentes, convocou artistas, estudantes e atletas para proteger as instalações nacionais. "As usinas de energia são nossos ativos e capital nacional", justificou Rahimi em transmissão pela TV estatal. O clima na capital iraniana é descrito por agências como a Associated Press como sombrio, com a população sentindo-se encurralada entre a pressão diplomática e a iminência de um conflito de larga escala.

Ormuz e a economia mundial

O ponto central da disputa, o Estreito de Ormuz, é vital para a estabilidade do mercado de energia. O fechamento da passagem pelo Irã provocou disparadas nos preços do petróleo e do gás, afetando diretamente o custo de vida em diversas nações.  Trump já havia sinalizado a possibilidade de uma ação militar devastadora durante um pronunciamento na última segunda-feira, quando detalhou o resgate de pilotos norte-americanos. "O país inteiro pode ser eliminado em uma noite", alertou o presidente na ocasião.

Para a comunidade internacional, o prazo que se encerra às 21h (horário de Brasília) desta terça-feira representa um divisor de águas. Se por um lado o governo dos EUA aposta na pressão máxima para forçar uma mudança de comportamento — ou mesmo de regime — em Teerã, por outro, o governo iraniano aposta na mobilização popular como escudo. A esperança de Trump por algo "revolucionário e maravilhoso" contrasta com o medo de uma escalada bélica que poderá redefinir as fronteiras e a segurança do século XXI.

Perfil Brasil
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