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Tubarão de 1,40 metro é o primeiro capturado em PE após retomada de pesquisa

Fêmea foi localizada a cerca de quatro quilômetros da costa de Jaboatão e devolvida ao mar após coleta de amostras; espécie não está associada aos incidentes registrados no estado.

15 set 2026 - 20h26
(atualizado às 20h58)
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Resumo
Uma fêmea de tubarão-flamengo de 1,40 metro foi o primeiro animal capturado e devolvido ao mar após a retomada do monitoramento científico no litoral de Pernambuco. Conduzida pelo Projeto Ecotuba, da UFRPE com o governo estadual, a iniciativa prevê marcar até 50 tubarões em dois anos com transmissores acústicos. A espécie não tem relação com ataques, e o estudo visa entender o comportamento dos animais e as condições marinhas para subsidiar a prevenção de incidentes e a conservação.

Uma fêmea de tubarão-flamengo, de 1,40 metro, foi capturada no sábado, 12 de setembro, em frente à praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. Foi o primeiro animal capturado desde a retomada do monitoramento científico de tubarões no litoral da Região Metropolitana do Recife.

Tubarões
Tubarões
Foto: Papeldeparede/Reprodução / Portal de Prefeitura

A equipe encontrou o exemplar a aproximadamente quatro quilômetros da costa, em uma profundidade de 15 metros. Após a marcação para identificação e a coleta de sangue, tecido e muco, o animal foi devolvido ao mar.

A atividade integra o Projeto Ecotuba, coordenado pelo Departamento de Pesca e Aquicultura da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em parceria com o Governo do Estado.

Espécie não está associada aos incidentes em Pernambuco

O tubarão-flamengo ocorre naturalmente no litoral pernambucano e não está relacionado aos incidentes com banhistas registrados no estado.

A captura foi realizada com espinhel, equipamento de pesca com anzóis distribuídos ao longo de uma linha, utilizando moreia como isca. O procedimento permitiu examinar o animal e reunir material para pesquisas sobre sua biologia.

Monitoramento prevê até 50 animais marcados

As expedições começaram em 4 de setembro. O projeto tem duração prevista de dois anos e investimento de R$ 2,052 milhões, com expectativa de marcar até 50 tubarões.

Além dos dados dos animais, a pesquisa contempla informações sobre o ambiente, como temperatura do mar, salinidade, turbidez e condições das correntes. Esses registros ajudam a investigar como as espécies utilizam a região costeira.

O trabalho também prevê ações de educação ambiental e conservação marinha, aproximando o conhecimento produzido pelos pesquisadores das orientações à população.

Como funciona o acompanhamento dos tubarões

A metodologia do projeto prevê transmissores acústicos que emitem sinais identificados por receptores submersos. Os registros permitem estudar a passagem dos animais marcados por diferentes pontos do litoral.

Esse sistema não funciona como um alerta imediato para banhistas. Os dados precisam ser recolhidos e analisados pelos pesquisadores, e somente os exemplares que recebem transmissores podem ser detectados dessa forma.

O objetivo é compreender os deslocamentos e o uso do ambiente marinho para apoiar ações de prevenção de incidentes.

Portal de Prefeitura
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