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TSE desmente alegações de Bolsonaro sobre urna eletrônica em live

Tribunal Superior Eleitoral encaminhou checagens rebatendo pontos mencionados na fala de Bolsonaro nesta quinta

29 jul 2021 19h59
| atualizado às 21h38
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BRASÍLIA — O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encaminhou a jornalistas no começo da noite desta quinta-feira, 29, diversas checagens rebatendo pontos do discurso do presidente Jair Bolsonaro sobre supostas fraudes na urna eletrônica. Problemas nas teclas da urna e a suposta exclusividade do Brasil no uso do sistema eletrônico foram alguns dos pontos do discurso do presidente desmentidos pelo tribunal.

No começo da transmissão ao vivo, Bolsonaro disse ter relatos de pessoas que tentaram votar em seu número na eleição presidencial de 2018 e foram impedidos pela urna, ao passo que pessoas que tentaram votar no então candidato do PT, Fernando Haddad, não enfrentaram problemas. O TSE esclarece que, neste caso, as pessoas estavam tentando votar em um candidato a governador e não a presidente -- o que inviabiliza o número "17" na urna.

O presidente Jair Bolsonaro em live.
O presidente Jair Bolsonaro em live.
Foto: Twitter/Reprodução / Estadão

Em outro momento, o presidente disse que só três países no mundo usam a urna eletrônica, entre eles o Butão. Sobre isso, o TSE esclarece que 23 países usam urnas com tecnologia eletrônica em suas eleições gerais. Outras 18 nações usam a urna em pleitos regionais. "Entre os países estão o Canadá, a Índia e a França, além dos Estados Unidos, que têm urnas eletrônicas em alguns estados", diz um trecho da checagem do TSE.

Em vários momentos da live, Bolsonaro disse que a apuração dos votos será feita "pelos mesmos que tornaram o ex-presidente Lula (PT) elegível e que o tiraram da cadeia". No entanto, a apuração dos votos é feita de forma pública, como explica o TSE.

Estadão
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