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Extensão da trégua no Líbano "não tem sentido", diz Hezbollah

28 fev 2026 - 04h30
(atualizado em 24/4/2026 às 10h45)
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Após Trump anunciar prorrogação de cessar-fogo, representante acusa Israel de continuar ataques apesar da trégua e diz que grupo xiita tem direito de se defender. Acompanhe o conflito.

Fumaça em vilarejo no sul do Líbano após operação militar israelense
Fumaça em vilarejo no sul do Líbano após operação militar israelense
Foto: DW / Deutsche Welle

Representantes de Israel e Líbano se reuniram pela segunda vez em Washington nesta quinta-feira (23/04)

Segundo Trump, cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, que deveria durar dez dias até a próxima segunda-feira (27/04), foi prorrogado em mais "três semanas

No entanto, ataques de Israel no Líbano e do Hezbollah a Israel continuam

EUA interceptam segundo navio-tanque no Oceano Índico

EUA negam que navios tenham burlado bloqueio aos portos do Irã

Trump ordena que Marinha "atire e destrua" barcos iranianos que colocam minas no Estreito de Ormuz

Irã ataca três navios no Estreito de Ormuz e captura dois deles, após Donald Trump anunciar que manteria bloqueio sobre portos iranianos

Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:

Israel emite ordem de evacuação no sudoeste do Líbano, apesar do anúncio de trégua

As Forças de Defesa de Israel (FDI) emitiram nesta sexta-feira (24/04) uma ordem de evacuação para os moradores de Deir Ames, município no distrito de Tiro, no sudoeste do Líbano, diante de um ataque iminente "devido à atividade terrorista do Hezbollah".

"As FDI estão realizando operações seletivas na zona. Para a sua segurança, pedimos que evacuem suas casas imediatamente e se afastem pelo menos 1.000 metros da área", escreveu Avichay Adraee, porta-voz das FDI em árabe, em sua conta na rede social X (ex-Twitter).

Esta ordem de evacuação surge após a prorrogação de três semanas do cessar-fogo anunciada há poucas horas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após as negociações realizadas na Casa Branca entre diplomatas libaneses e israelenses.

O ataque a Deir Ames não será o primeiro ataque israelense desta sexta-feira no Líbano, pois já foi realizado outro contra um lançador de foguetes que supostamente teria sido utilizado pelo Hezbollah contra o vilarejo israelense fronteiriço de Shtula.

As FDI não especificaram se o suposto ataque proveniente do Líbano ocorreu antes ou depois do cessar-fogo anunciado pela Casa Branca.

"As FDI atacaram edifícios militares nas áreas de Kherbet Salem e Toulon, no sul do Líbano, que eram utilizados pela organização terrorista Hezbollah. Os ataques foram realizados em resposta ao lançamento de foguetes pelo Hezbollah em direção à área de Shtula", informaram as FDI em comunicado.

Posteriormente, na manhã desta sexta-feira, os alarmes foram acionados em várias áreas do norte de Israel, onde, segundo as FDI, um drone do Hezbollah penetrou e foi interceptado com sucesso.

Além disso, as FDI informaram que um de seus drones foi abatido no sul do Líbano após o lançamento de um míssil terra-ar de pequeno calibre pelo Hezbollah.

Nas negociações realizadas em Washington nesta quinta-feira — após as quais o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, afirmou que "não está 100% certo" — o grupo xiita Hezbollah esteve ausente.

Por sua vez, o governo libanês rejeitou que o Irã atue em seu nome nos contatos que mantém com os Estados Unidos no Paquistão e optou por um diálogo direto com Israel, opção que o Hezbollah descarta.

O grupo xiita libanês entrou no conflito regional em resposta à operação conjunta de EUA e Israel contra o Irã, o que levou o Estado judeu a responder com ainda mais contundência contra o Líbano, deixando 2.294 mortos e 7.544 feridos em sete semanas, segundo dados oficiais.

jps (EFE)

Guerra no Irã terá impacto de "pelo menos 2 anos" no gás natural liquefeito, diz AIE

A Agência Internacional de Energia (AIE) alertou nesta sexta-feira que o conflito no Oriente Médio altera as perspectivas de médio prazo do gás natural liquefeito (GNL) e terá um impacto que durará "pelo menos dois anos", em um contexto de crescente incerteza nos mercados energéticos internacionais devido à guerra no Irã.

No médio prazo, a AIE estima em um relatório publicado hoje que o conflito poderá provocar a perda acumulada de cerca de 120 bilhões de metros cúbicos de suprimento de GNL entre 2026 e 2030, o que equivale a cerca de 15% do volume previsto.

Este impacto se concentrará especialmente em 2026 e 2027, atrasando os efeitos positivos do crescimento do setor, aponta a agência com sede em Paris.

Apesar disso, o órgão considera que estas perdas poderiam ser compensadas progressivamente com a entrada em operação de novas plantas de liquefação.

No entanto, adverte sobre a necessidade de reforçar os investimentos em toda a cadeia de valor do gás e diversificar as fontes energéticas para garantir a segurança do abastecimento.

A AIE destaca em seu estudo que a elevada volatilidade dos preços ressalta a importância de contar com carteiras diversificadas de contratos de longo prazo e de fortalecer a cooperação internacional entre produtores e consumidores para enfrentar crises desta magnitude.

A guerra na região interrompeu abruptamente a normalização dos fundamentos do mercado global de gás natural no início de 2026, após o fechamento de fato do Estreito de Ormuz no começo de março, constata a AIE em seu relatório.

Esta situação gerou "uma perturbação sem precedentes" no suprimento e nos preços.

A crise distorceu profundamente o equilíbrio no curto prazo e está modificando as perspectivas no médio prazo, segundo a agência.

Dessa forma, a perda temporária de cerca de 20% do suprimento mundial de gás natural liquefeito provocou uma forte volatilidade, elevando os preços na Ásia e na Europa a níveis não vistos desde a crise energética de 2022-2023, ao mesmo tempo em que forçou ajustes na demanda, indica o documento.

jps (EFE)

Missão da ONU anuncia morte de capacete azul indonésio após ataque no Líbano

A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) lamentou nesta sexta-feira (24/04) a morte de um capacete azul indonésio em um hospital de Beirute devido aos ferimentos sofridos em um ataque no sul do território libanês EM 29 de março.

Em comunicado, a Unifil expressou que "lamenta o falecimento hoje do cabo Rico Pramudia, que ficou gravemente ferido após a explosão de um projétil em sua base em Adchit Al Qusayr (localidade meridional libanesa) na noite de 29 de março".

"O cabo Pramudia, de 31 anos, faleceu tragicamente em decorrência de seus ferimentos em um hospital de Beirute", acrescentou.

A força exigiu, mais uma vez, que "todos os atores" da guerra no Líbano - em alusão a Israel e ao grupo libanês xiita Hezbollah - "cumpram suas obrigações sob o direito internacional e garantam a segurança do pessoal e dos bens da ONU em todos os momentos".

Além disso, lembrou que "os ataques deliberados contra o pessoal de manutenção da paz constituem graves violações" do direito internacional "e podem constituir crimes de guerra".

Nesse ataque em Adchit Al Qusayr, no qual Pramudia ficou ferido, outro capacete azul indonésio perdeu a vida pela explosão de um projétil em uma posição da Unifil.

Em 30 de março, poucas horas após essa explosão, a Unifil anunciou a morte de outros dois de seus membros em decorrência de uma explosão enquanto viajavam em um veículo perto da localidade de Bani Hayyan, também no sul do Líbano.

Por sua vez, na última quarta-feira, o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou a morte de um segundo capacete azul francês da Unifil que havia ficado gravemente ferido em um incidente no qual um primeiro soldado morreu no ato - uma emboscada que Paris atribuiu ao Hezbollah.

jps (EFE)

Cessar-fogo "não tem sentido", diz parlamentar do Hezbollah

Um acordo de cessar-fogo entre Israel e Líbano "não tem nenhum sentido" diante dos contínuos atos hostis israelenses, disse um parlamentar do Hezbollah nesta sexta-feira, em resposta à prorrogação de três semanas da trégua.

A declaração do parlamentar Ali Fayyad foi a primeira resposta do grupo apoiado pelo Irã à prorrogação de três semanas do cessar-fogo anunciada na quinta-feira pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

Fayyad disse que seu grupo tem o direito de responder aos ataques israelenses

contra alvos libaneses.

md (Reuters, AFP)

Relatório da ONU vê possíveis crimes de guerra nos ataques israelenses de março ao Líbano

Israel pode ter cometido graves violações do direito internacional e crimes de guerra em seus recentes ataques ao Líbano, afirmou um relatório do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) nesta sexta-feira.

O relatório, que abrange as três primeiras semanas dos ataques iniciados no começo de março, documenta ataques diretos contra civis, incluindo profissionais de saúde, e incidentes em que prédios residenciais de vários andares foram atingidos e, em alguns casos, destruídos, "causando a morte de famílias inteiras".

Os ataques israelenses contra profissionais de saúde e jornalistas registrados durante as hostilidades podem constituir crimes de guerra se for comprovado que foram deliberados, alertou o escritório chefiado pelo Alto Comissário Volker Türk.

md (AFP, EFE)

China rejeita a acusação de Trump de que o navio iraniano interceptado foi um "presente da China".

O Ministério das Relações Exteriores da China rejeitou nesta sexta-feira a acusação do presidente dos EUA, Donald Trump, de que um navio cargueiro com bandeira iraniana interceptado por forças americanas foi um "presente da China".

Os EUA disseram que atacaram e apreenderam um navio cargueiro iraniano que tentou burlar o bloqueio aos portos iranianos. Os militares do Irã disseram que o navio vinha da China e prometeram retaliação contra o que chamaram de "pirataria armada dos militares dos EUA".

Na terça-feira, Trump disse à CNBC que o navio "tinha algumas coisas a bordo, que não eram muito agradáveis. Um presente da China, talvez, eu não sei".

O Ministério das Relações Exteriores da China rejeitou os comentários. "A China se opõe a quaisquer acusações e associações que careçam de fundamento factual", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, a repórteres em Pequim. "As relações comerciais internacionais normais entre os países não devem estar sujeitas a interferências e perturbações", acrescentou.

O navio porta-contêineres Touska, que foi abordado e apreendido por forças americanas no domingo, provavelmente transporta a bordo o que Washington considera itens de dupla utilização que poderiam ser usados pelos militares, disseram fontes de segurança marítima na segunda-feira.

Cessar-fogo entre Israel e Hezbollah foi prorrogado em três semanas, diz Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Israel e o Líbano concordaram em prorrogar por três semanas o cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, após negociações realizadas na Casa Branca nesta quinta-feira (23/04).

"A reunião correu muito bem! Os Estados Unidos vão colaborar com o Líbano para ajudá-lo a se proteger do Hezbollah", escreveu ele no Truth Social. "O cessar-fogo entre Israel e o Líbano será prorrogado por três semanas", acrescentou. As autoridades de ambos os países não haviam se pronunciado sobre as reuniões até a última atualização pela DW.

A reunião foi a segunda negociação de alto nível entre os dois países desde a semana passada. O cessar-fogo inicial de dez dias, que entrou em vigor na última sexta-feira (17/04), deveria expirar na próxima segunda-feira (27/04).

"Os Estados Unidos vão colaborar com o Líbano para ajudá-lo a se proteger do Hezbollah", afirmou Trump, também nas redes sociais. Ele acrescentou que espera encontrar-se pessoalmente com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o presidente libanês Joseph Aoun "em breve".

O Hezbollah rejeitou as negociações. Wafiq Safa, membro de alto escalão do conselho político do grupo, disse à Associated Press que o Hezbollah não respeitará nenhum acordo firmado durante as negociações diretas.

Apesar disso, as negociações representam um passo importante para dois países sem relações diplomáticas que estão oficialmente em guerra desde a fundação de Israel, em 1948.

O governo libanês espera que as negociações abram caminho para o fim definitivo da guerra. Enquanto o Irã estabeleceu o fim das guerras no Líbano e na região como condição para as negociações com os EUA, o Líbano insiste em se representar por conta própria.

Violações de cessar-fogo

Desde que a trégua entrou em vigor na semana passada, houve múltiplas violações por ambos os lados. Na quarta-feira (22/04), Amal Khalil, uma jornalista libanesa que cobria o sul do Líbano, foi morta por um ataque israelense.

Autoridades de saúde libanesas afirmaram que as forças armadas israelenses abriram fogo contra uma ambulância que havia chegado ao local, impedindo que as equipes de resgate chegassem até ela. Seu corpo foi retirado dos escombros de um prédio desabado várias horas depois.

As forças armadas israelenses negaram ter atacado deliberadamente jornalistas ou disparado contra equipes de resgate, mas o caso provocou indignação generalizada no Líbano antes das negociações em Washington.

O vice-primeiro-ministro do Líbano, Tarek Mitri, disse que o governo está elaborando um relatório que documenta crimes de guerra cometidos por Israel e que os ministros discutiram a adesão ao Tribunal Penal Internacional.

Nesta quinta, o Hezbollah anunciou ter lançado foguetes contra o norte de Israel em resposta às "violações" da trégua pelo exército israelense.

"Para defender o Líbano e seu povo, e em resposta à violação do cessar-fogo pelo inimigo israelense e aos seus ataques contra a cidade de Yater, no sul do Líbano", o Hezbollah "atingiu o assentamento de Shtula com uma salva de foguetes", informou o grupo pró-iraniano em um comunicado.

O exército israelense declarou ter identificado e interceptado "vários disparos provenientes do Líbano que penetraram em território israelense".

guerra já causou a morte de cerca de 2,3 mil pessoas no Líbano, incluindo centenas de mulheres e crianças, e deixou mais de 1 milhão de pessoas deslocadas.

fcl (AP, AFP, ots)

Apesar de ferido, Mojtaba Khamenei está "lúcido e ativo", diz NYT

O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, foi gravemente ferido num ataque aéreo israelense no início da guerra, mas permanece "lúcido e ativo", diz uma reportagem publicada no New York Times nesta quinta-feira (23/04).

De acordo com o jornal, a partir do relato de várias fontes iranianas sob anonimato, Mojtaba Khamenei delegou, pelo menos temporariamente, parte do poder de decisão aos generais da Guarda Revolucionária do Irã.

O novo aiatolá sucedeu o pai, Ali Khamenei, que era líder supremo da República Islâmica desde 1989 e que foi morto no primeiro dia da ofensiva de Israel e Estados Unidos ao país, em 28 de fevereiro.

Desde então, Mojtaba não foi visto em público e tem se comunicado através de declarações escritas, mantendo-se num local secreto por razões de segurança.

Segundo as mesmas fontes, o líder iraniano foi submetido a várias intervenções cirúrgicas, além de ter sofrido queimaduras graves no rosto e nos lábios que dificultam a fala.

O acompanhamento médico é assegurado por uma equipe restrita, que inclui o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e o ministro da Saúde, informou o jornal.

fcl (Lusa)

Filho do xá do Irã é atacado com molho de tomate em Berlim

Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, foi atingido por um líquido vermelho nesta quinta-feira (23/04), enquanto caminhava pelas ruas de Berlim após uma coletiva de imprensa.

O manifestante que atirou o líquido foi detido pela polícia. Não foi divulgada a identidade nem a motivação do suspeito.

"Um convidado da conferência de Imprensa Federal foi sujo na frente do edifício com um líquido vermelho, à primeira vista suco de tomate. Nossas forças detiveram em seguida um homem, que está passando por medidas policiais. O convidado não ficou ferido", informou a polícia.

Imagens mostraram a substância no pescoço e no ombro de Pahlavi, que não pareceu abalado com o incidente e, em seguida, acenou para apoiadores do lado de fora do prédio.

O incidente ocorreu em meio a uma viagem de Reza à Alemanha, que tem como objetivo conseguir apoio europeu para uma mudança de regime no Irã.

A visita em Berlim levou provocou a convocação de várias manifestações pela diáspora iraniana, tanto a favor quanto contra o herdeiro do xá, que vive no exílio nos Estados Unidos. A polícia da capital alemã mobilizou cerca de 800 agentes.

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Guerra no Irã deve impactar comércio global mais que covid?

O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã gerou comparações com as interrupções no fornecimento causadas pela pandemia de covid-19 e com o novo regime tarifário do presidente dos EUA , Donald Trump.

A pandemia expôs a forte dependência mundial da China na fabricação de tudo, desde eletrônicos a equipamentos médicos, enquanto as tarifas de Trump, introduzidas no ano passado, também aceleraram os esforços para reduzir essa dependência.

Já a guerra no Irã evidenciou mais uma fragilidade: a rapidez com que uma interrupção no fornecimento de matérias-primas essenciais, como petróleo, gás e fertilizantes, pode se alastrar pelo comércio global.

A Agência Internacional de Energia (AIE) descreveu a perda de aproximadamente 10% do fornecimento mundial de petróleo e de um quinto do gás natural liquefeito global no mês passado como a maior da história do mercado global de energia.

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Ministro diz que Israel espera "sinal verde" dos EUA para retomar guerra

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou nesta quinta-feira (23/04) que seu país espera o "sinal verde" dos Estados Unidos para "retomar a guerra contra o Irã" e "completar a eliminação da dinastia Khamenei".

"Esperamos o sinal verde dos Estados Unidos para completar a eliminação da dinastia Khamenei (...) e também devolver o Irã à idade da pedra e das trevas com a destruição das principais instalações de energia e eletricidade e da infraestrutura econômica nacional", declarou Katz em uma mensagem de vídeo divulgada por seu gabinete após abordar a situação de segurança com altos comandos do Exército.

Em sua mensagem, Katz alertou que as Forças de Defesa de Israel (FDI) "estão preparadas para a defesa e o ataque" e que "os objetivos estão marcados", em referência ao planejamento operacional contra o Irã.

O ministro disse que Israel estaria à espera de uma eventual coordenação com os Estados Unidos para futuras ações e sustentou que o plano contempla, segundo suas palavras, "golpes devastadores" contra infraestruturas estratégicas iranianas.

Durante seu pronunciamento, Katz também criticou o regime iraniano, ao qual acusou de repressão interna e de atuar com dificuldades de coordenação e comunicação em sua estrutura de comando.

Nesta quarta-feira, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel está preparado para "qualquer cenário", tanto de maneira defensiva quanto ofensiva.

jps (EFE)

EUA negam que navios tenham burlado bloqueio aos portos do Irã

Os militares dos EUA negaram nesta quinta-feira (24/04) que navios comerciais tenham contornado o bloqueio aos portos iranianos no Estreito de Ormuz, conforme noticiado por jornais britânicos.

"Esses relatos são imprecisos", indicou o Comando Central dos EUA (Centcom), com sede na Florida.

O Centcom divulgou o comunicado após reportagens como a do Financial Times, que afirmou que 34 petroleiros haviam contornado as forças americanas, com base em dados da plataforma Vortexa, e do The Telegraph, que afirmou que "o Irã está contornando o bloqueio americano ao Estreito de Ormuz exportando petróleo de um dos seus portos orientais".

O bloqueio naval dos EUA começou em 13 de abril e tem como alvo navios que entram ou saem de portos iranianos. De acordo com uma avaliação da provedora de dados marítimos Lloyd's List Intelligence, o menos 26 navios da chamada frota paralela haviam cruzado o bloqueio até esta segunda-feira.

A provedora de software marítimo AXSMarine escreveu que a maior parte do tráfego pelo Estreito de Ormuz continua sendo atribuída a operadores de navios que estão sob sanções ou que possuem estruturas de propriedade obscuras. A mídia iraniana também tem relatado repetidamente que navios iranianos violaram o bloqueio naval dos EUA.

as (Lusa, Efe, ARD)

Trump ordena que Marinha "atire e destrua" barcos iranianos que colocam minas no Estreito de Ormuz

O presidente dos EUA, Donald Trump, em uma publicação matinal nas redes sociais, ordenou à Marinha dos EUA que "atire e destrua" qualquer barco que coloque minas no Estreito de Ormuz.

Trump também afirmou que os militares americanos estão intensificando seus esforços de desminagem na importante via navegável, onde o tráfego de embarcações praticamente parou desde o início da guerra no final de fevereiro.

"Ordenei à Marinha dos Estados Unidos que atire e destrua qualquer barco, por menor que seja, que esteja colocando minas nas águas do Estreito de Ormuz", publicou Trump.

"Não deve haver hesitação. Além disso, nossos navios 'caça-minas' estão limpando o estreito neste momento. Estou ordenando que essa atividade continue, mas em um nível triplicado!"

A mensagem surge após líderes iranianos afirmarem que não poderá haver novas negociações de paz com os EUA enquanto o bloqueio americano à passagem de navios iranianos pelo estreito continuar.

md (Reuters, AFP)

EUA interceptam segundo navio-tanque no Oceano Índico

Os Estados Unidos interceptaram mais um navio que transportava petróleo iraniano no Oceano Índico, anunciou nesta quinta-feira o Departamento de Defesa.

Segundo o governo dos EUA, trata-se do navio apátrida sancionado M/T Majestic X, que transportava petróleo proveniente do Irã no Oceano Índico.

Esta é a segunda operação militar desse tipo realizada esta semana. Os EUA haviam anunciado na terça-feira a interceptação de outro navio sujeito a sanções e ligado ao Irã, o M/T Tifani, que se encontrava também no Índico.

Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana apreendeu na quarta-feira dois navios no Estreito de Ormuz por "operarem sem as autorizações necessárias". Os navios foram depois conduzidos até à costa iraniana.

as (Lusa)

Irã protesta após enviado de Trump pedir Itália na Copa

A embaixada do Irã na Itália protestou nesta quinta-feira contra o pedido à Fifa de um enviado do presidente dos EUA, Donald Trump, para substituir a seleção iraniana pela italiana na próxima Copa do Mundo.

"O futebol pertence aos povos, não aos políticos. A Itália alcançou a grandeza futebolística dentro de campo, não graças a privilégios políticos", afirmou a representação diplomática em mensagem publicada em sua conta oficial na rede social X.

Além disso, a embaixada classificou a proposta como uma demonstração da "falência moral" dos Estados Unidos, ao considerar que o país "teme inclusive a presença de 11 jovens iranianos no gramado".

A reação ocorre após as gestões atribuídas a Paolo Zampolli, enviado da Casa Branca junto ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, para propor a exclusão do Irã da Copa do Mundo de 2026, conforme revelado pelo jornal Financial Times.

A proposta busca, segundo o jornal britânico, recompor as relações diplomáticas entre Trump e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, após os recentes desentendimentos devido às críticas do presidente americano ao papa Leão 14.

O Irã garantiu sua vaga no Mundial no último mês de março, após liderar seu grupo nas eliminatórias da Confederação Asiática (AFC), e solicitou a transferência de seus jogos da fase de grupos para fora do território americano após o início do conflito na região.

Por sua vez, a Itália ficou fora do torneio após perder, também em março, a partida decisiva da repescagem contra a Bósnia e Herzegovina, o que marcou sua terceira ausência consecutiva.

A Copa do Mundo, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, começará em 11 de junho. O Irã deve disputar sua primeira partida em 15 de junho, em Los Angeles (Califórnia), contra a Nova Zelândia.

md (EFE, ots)

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
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