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Trump propõe distribuição de renda financiada por tarifaço

Em uma publicação na plataforma Truth Social, Trump classificou as críticas às suas políticas comerciais como "tolas"

9 nov 2025 - 20h15
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (9) que sua administração planeja destinar, no mínimo, US$ 2 mil (aproximadamente R$ 10,7 mil) a cidadãos americanos, excluindo-se a faixa de alta renda. O pagamento seria um "dividendo" oriundo da receita gerada pelo aumento das tarifas de importação implementadas por seu governo.

Donald Trump
Donald Trump
Foto: Andrew Harnik/Getty Images / Perfil Brasil

Em uma publicação na plataforma Truth Social, Trump classificou as críticas às suas políticas comerciais como "tolas". Ele argumentou que, sob sua gestão, os EUA alcançaram o status de nação mais rica e mais respeitada globalmente, citando baixa inflação e um valor histórico no mercado de ações. O presidente afirmou que o governo está "arrecadando trilhões de dólares" e que a intenção é iniciar, em breve, o pagamento da dívida nacional, que totaliza US$ 37 trilhões. Ele acrescentou que há um investimento recorde no país, com a construção de fábricas e indústrias, e que o "dividendo de pelo menos 2.000 dólares por pessoa (excluindo pessoas de alta renda!) será pago a todos".

As declarações sobre o dividendo surgem em um contexto de aumento da contestação às tarifas e aos seus efeitos, incluindo dúvidas sobre a legalidade de sua aplicação em grande escala, baseada em uma legislação de emergências nacionais.

Nesta semana, juízes da Suprema Corte dos EUA manifestaram reservas em relação à legalidade da imposição das tarifas por Trump. Não há, contudo, um prazo definido para uma decisão final sobre a manutenção ou revogação das taxas em vigor. O caso é considerado um teste significativo dos limites do poder presidencial e pode gerar impactos amplos na economia global.

Questionado sobre a afirmação de Trump, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, adotou uma postura de cautela em entrevista à ABC. Bessent sugeriu que o "dividendo" de US$ 2 mil — para o qual ainda não existe uma proposta formal — poderia se concretizar por meio de diversas formas de benefícios econômicos. O secretário informou não ter discutido o assunto diretamente com o presidente.

Na entrevista, Bessent indicou que o objetivo de longo prazo das tarifas é "reequilibrar o comércio" e estimular o retorno de indústrias para o território americano. Ele reconheceu que a aplicação inicial das taxas de importação eleva a receita governamental, mas enfatizou que o aumento da produção manufatureira, embora possa reduzir a arrecadação tarifária, fortaleceria a receita tributária geral. Segundo Bessent, a meta principal não é a arrecadação de receita, mas sim o reequilíbrio comercial.

Dados oficiais revelam que o déficit orçamentário dos EUA diminuiu em US$ 41 bilhões, chegando a US$ 1,775 trilhão no ano fiscal de 2025, encerrado em 30 de setembro. Informações da agência Reuters indicam que o crescimento da receita gerada pelas tarifas foi um dos fatores que contribuíram para essa redução. A diminuição do déficit foi impulsionada por um registro de US$ 195 bilhões em receitas líquidas de tarifas alfandegárias, o que representa um aumento de US$ 118 bilhões em comparação ao ano anterior, após a implementação das novas medidas tarifárias anunciadas por Trump.

Perfil Brasil
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