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Trump culpa Canadá por fumaça de incêndios que pode atrapalhar final da Copa

Presidente americano classifica poluição como "negligência deliberada" e cogita reajuste de tarifas alfandegárias

19 jul 2026 - 10h48
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A crise ambiental provocada pelas queimadas gerou um forte embate político na América do Norte. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou duramente o governo do Canadá devido ao gerenciamento das matas locais. Sob essa ótica, o líder republicano utilizou a rede social Truth Social para responsabilizar o país vizinho pela fumaça que encobre o território americano. Ele classificou a situação como perigosa e anunciou que cobraria o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, em reunião oficial:"A situação é perigosa e inaceitável, com custos incalculáveis."

Copa: Trump culpa Canadá por fumaça de incêndios
Copa: Trump culpa Canadá por fumaça de incêndios
Foto: Getty Images / Perfil Brasil

Sob tal perspectiva, o chefe de Estado americano afirmou que a falta de remoção de detritos vegetais configura uma falha grave de manejo. Paralelamente, o governante ameaçou embutir os prejuízos financeiros provocados pela névoa nas barreiras alfandegárias já aplicadas aos produtos canadenses. Ele rotulou o cenário como uma negligência deliberada da administração vizinha. Enquanto a discussão diplomática avança, os moradores do nordeste dos Estados Unidos monitoram os índices de poluição atmosférica.

A melhora no céu de Nova Jersey antes da final da Copa

Sob outro prisma, as correntes de ar trouxeram um alívio temporário para os organizadores da final da Copa do Mundo em East Rutherford. Uma frente de tempestades ajudou a limpar as partículas poluentes que pairavam sobre o MetLife Stadium. De igual modo, os meteorologistas preveem que a névoa perderá força antes do início da partida entre Espanha e Argentina. O meteorologista-chefe da emissora WFLA-TV, Jeff Berardelli, destacou a importância da mudança climática para o espetáculo:

"A chuva deve varrer a atmosfera, melhorando significativamente a qualidade do ar antes do início da decisão."

Outrossim, os técnicos do setor preveem que o Índice de Qualidade do Ar (AQI) recuará para o patamar moderado, reduzindo os riscos à saúde. O meteorologista sênior da AccuWeather, Tyler Roys, também confirmou que o deslocamento da frente fria removeu a parte mais densa da fumaça do horizonte. Nada obstante, as autoridades de saúde alertam que indivíduos com problemas respiratórios crônicos ainda podem manifestar incômodos com os resíduos de poluição.

O impacto nos treinamentos esportivos e o avanço do fogo

Em contrapartida, os reflexos do mau tempo alteraram a programação de preparação das delegações esportivas na véspera do jogo. A seleção da Espanha interrompeu os seus trabalhos de campo devido à visibilidade reduzida e aos alertas de enchentes em Nova Jersey. Contudo, os torcedores mantiveram a movimentação ao redor da arena esportiva de forma normal. O turista holandês Joost Timpers, que visitava o local com os filhos, relatou que não sentiu desconforto ao respirar na área externa.

Por fim, os relatórios oficiais do Sistema Canadense de Informações sobre Incêndios Florestais indicam que a devastação ambiental continua avançando no país vizinho. Centenas de focos destrutivos permanecem ativos em províncias populosas como Ontário, onde a área queimada superou o recorde do ano anterior. Somado a isso, tempestades de raios secos provocaram novas explosões de fogo na Colúmbia Britânica e na Nova Escócia, forçando a evacuação de vilas inteiras. Sendo assim, o combate aos incêndios florestais segue desafiando as equipes de resgate na América do Norte.

Perfil Brasil
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