Irã acusa EUA de atacar navio iraniano em Ormuz
Irã afirma que ataque representa uma violação do cessar-fogo entre Teerã e Washington. Após reabrir, passagem país voltou a impedir tráfego de navios. Acompanhe o conflito.
Irã denuncia ataque dos EUA contra navio perto de Ormuz como violação de cessar-fogo
Embarcações comerciais relatam ataques de barcos iranianos em Ormuz
Irã critica "exigências maximalistas" dos EUA e diz que não está pronto para negociar
Trump diz que enviou delegação ao Paquistão para negociar com Irã
Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:
Irã denuncia ataque dos EUA contra navio perto de Ormuz como violação de cessar-fogo
O Exército do Irã acusou os Estados Unidos de atacarem um navio iraniano próximo ao Estreito de Ormuz e afirmou que o ataque representa uma violação do cessar-fogo entre Teerã e Washington.
O porta-voz do Quartel-General Central de Jatam al Anbiya emitiu um comunicado na madrugada desta segunda-feira (20/04) para relatar que os EUA "atacaram um navio comercial do Irã nas águas do mar de Omã", "violando o cessar-fogo e cometendo um ato de pirataria marinha".
Na mensagem, divulgada pela agência de notícias iraniana Tasnim, o porta-voz explica que o Exército americano disparou contra o navio para inutilizar seu sistema de navegação e que soldados americanos subiram na embarcação. "Após o ataque dos EUA, as forças iranianas também atacaram navios militares americanos com drones", acrescentou o comunicado, sem fornecer maiores detalhes.
O Exército de Teerã informou ainda que a embarcação é um porta-contêineres que viajava da China em direção ao Irã.
Neste domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Marinha americana atacou e apreendeu um navio de carga de bandeira iraniana que tentou atravessar o bloqueio naval do Estreito de Ormuz.
Posteriormente, o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelas operações do Exército no Oriente Médio, detalhou em comunicado que foram realizados "repetidos alertas" durante seis horas, após os quais um destróier americano ordenou a evacuação da casa de máquinas do cargueiro e efetuou vários disparos para inabilitar sua propulsão.
O Estreito de Ormuz, artéria fundamental por onde transita 20% do petróleo mundial, segue bloqueado no momento em que se completam 50 dias do início dos ataques de EUA e Israel contra o Irã.
O Irã retomou no sábado o "controle estrito" de Ormuz, apenas um dia depois de ter anunciado sua reabertura. Em paralelo ao bloqueio iraniano, os Estados Unidos implementam um cerco naval direcionado especificamente contra Teerã para impedir a exportação e importação de suprimentos.
cn (EFE, AFP)
Vance lidera delegação dos EUA que vai ao Paquistão negociar com Irã
O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, participará da segunda rodada de negociações de paz com o Irã em Islamabad, onde já liderou uma primeira reunião com negociadores iranianos que terminou sem resultados, confirmou a Casa Branca neste domingo.
Um funcionário do governo republicano também afirmou que Vance viajará ao Paquistão acompanhado pelo enviado especial Steve Witkoff e por Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump.
md (EFE, ots)
Presidente do Irã defende programa nuclear e acusa Trump de querer privar direitos de seu país
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, defendeu neste domingo o direito de seu país de desenvolver seu programa nuclear e afirmou que os Estados Unidos não podem privar o Irã de seus direitos, em alusão ao enriquecimento de urânio, um dos pontos de atrito nas negociações de paz.
"O fato de o presidente dos Estados Unidos [Donald Trump] dizer que o Irã não deve exercer seus direitos nucleares, mas não explicar por quê, levanta uma questão fundamental: quem é ele para privar um povo de seus direitos?", afirmou Pezeshkian durante uma visita ao Ministério do Esporte e da Juventude iraniano.
O mandatário reivindicou um tratamento baseado na "equidade e na justiça" para todas as nações e insistiu que o acesso aos direitos fundamentais, incluindo os tecnológicos e nucleares, não deve depender de pressões políticas.
Pezeshkian ressaltou que o Irã não aceitará medidas que violem sua soberania e que age dentro do que considera um marco legítimo no âmbito internacional. Além disso, negou que seu país busque uma escalada bélica e defendeu que sua política se baseia no pacifismo.
"Não se deve transmitir a ideia de que o Irã busca a guerra. Somos defensores da paz e o que fazemos é uma defesa legítima", afirmou.
Nos últimos dias, Trump insistiu que o Irã não pode continuar com seu programa nuclear e chegou a indicar que os EUA entrariam no Irã para extrair o urânio altamente enriquecido em conjunto com a república islâmica, o que Teerã rejeitou.
Mesmo assim, o presidente americano reiterou que o acordo com o Irã está próximo, advertindo ao mesmo tempo que, se não for alcançado antes de quarta-feira, quando expira a trégua de duas semanas, poderá haver novos bombardeios contra a república islâmica.
md (EFE, AFP)
Trump anuncia envio de delegação ao Paquistão na segunda-feira para negociar com Irã
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou neste domingo que uma delegação americana estará no Paquistão na segunda-feira para retomar as negociações com o Irã, ameaçando destruir a infraestrutura do país caso as conversas fracassem.
Inicialmente não houve confirmação se Teerã também enviará negociadores ou confirmação oficial do Paquistão sobre uma nova rodada de conversações.
Em uma mensagem na sua rede Truth Social, Trump também acusou Teerã de violar o cessar-fogo de duas semanas, iniciado em 8 de abril, ao lançar ataques no sábado no Estreito de Ormuz.
O presidente americano afirmou que estava oferecendo ao Irã um "acordo razoável" e que, caso Teerã o rejeitar, "os Estados Unidos destruirão todas as usinas de energia e todas as pontes do Irã".
"Eles cederão rápido, cederão facilmente, e se não aceitarem o ACORDO, terei a honra de fazer o que precisa ser feito, o que outros presidentes deveriam ter feito com o Irã nos últimos 47 anos", disse ele.
O Estreito de Ormuz, por onde passava quase um quinto do comércio mundial de hidrocarbonetos, permaneceu fechado no domingo.
Teerã declarou no sábado que estava fechando o estreito ao tráfego marítimo novamente, após ter anunciado sua reabertura na sexta-feira, o que gerou euforia nos mercados globais.
Em meio à trégua após a falta de acordo nas negociações de alto nível no Paquistão, em 11 e 12 de abril, o Irã afirmou que não reabriria a crucial rota comercial marítima até que os Estados Unidos encerrassem o bloqueio aos portos iranianos.
Trump tuitou no domingo: "O Irã decidiu disparar tiros ontem no Estreito de Ormuz - uma violação total do nosso acordo de cessar-fogo!"
Pelo menos três embarcações comerciais que tentavam cruzar o estreito foram alvejadas no sábado.
md (AFP, ots)
Petroleiros têm que dar meia-volta em Ormuz
O Irã obrigou dois petroleiros a retornarem no domingo, enquanto tentavam atravessar o Estreito de Ormuz, após emitir advertências, e afirmou que a ação foi uma resposta ao bloqueio marítimo contínuo dos EUA aos portos iranianos.
"Dois petroleiros que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz sem autorização foram obrigados a retornar esta manhã, após advertências das Forças Armadas Iranianas", informou a agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Iraniana.
A agência informou que as embarcações navegavam sob as bandeiras de Botsuana e Angola e pretendiam atravessar essa via estratégica, mas, após a "intervenção oportuna" das Forças Armadas Iranianas, "foram obrigadas a mudar de rumo e se retirar".
Isso ocorre depois que o Irã declarou, no sábado, que está reimpondo "controle rigoroso" sobre o Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial.
A medida foi uma resposta ao bloqueio americano aos portos iranianos, apenas um dia depois de Teerã anunciar a reabertura do estreito, após um fechamento de 49 dias desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.
Horas depois, duas lanchas de patrulha da Guarda Revolucionária do Irã abriram fogo contra um petroleiro no Estreito de Ormuz, segundo o capitão da embarcação, conforme relatado pelo Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO).
O capitão do petroleiro relatou que o incidente ocorreu a cerca de 20 milhas náuticas (aproximadamente 37 quilômetros) a nordeste de Omã, onde as lanchas iranianas se aproximaram sem que nenhuma comunicação por rádio fosse detectada e, em seguida, abriram fogo. Ele afirmou que o navio e sua tripulação estavam em segurança.
md (EFE, AFP)
"Acordo de paz ainda está longe", diz Irã
O Estreito de Ormuz permanece fechado neste domingo (19/04) em meio ao impasse entre o Irã e os Estados Unidos, com o poderoso presidente do Parlamento iraniano sinalizando que um acordo final de paz ainda está "longe", apesar de avanços nas negociações.
Enquanto os esforços de mediação continuavam após negociações de alto nível no Paquistão que não resultaram em acordo, o Irã afirmou que não reabrirá a crucial rota marítima de comércio até que os Estados Unidos encerrem o bloqueio aos portos iranianos.Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano, disse em um discurso televisionado na noite de sábado que houve "progresso" com Washington, "mas ainda existem muitas lacunas e alguns pontos fundamentais permanecem".
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Soldado de Israel morre no Líbano, elevando para 15 as baixas israelenses desde início da ofensiva no país vizinho
O Exército israelense anunciou neste domingo a morte de um de seus soldados no sul do Líbano, apesar do cessar-fogo. Esta é a segunda morte em 24 horas, elevando para 15 o número de soldados israelenses mortos no país vizinho desde o início da ofensiva.
Segundo um comunicado militar, o soldado, identificado como o sargento da reserva Lidor Porat, de 31 anos, morreu em um incidente no qual outros nove soldados ficaram feridos, um deles gravemente.
Uma fonte militar disse que o incidente ocorreu enquanto sua unidade realizava "uma patrulha e operações de engenharia no sul do Líbano".
Durante a operação, um veículo do Exército israelense detonou "um artefato explosivo plantado pelo Hezbollah", resultando na morte de Porat e ferindo os outros nove soldados, que foram levados de helicóptero para um hospital em Israel, acrescentou a fonte.
O Exército também relatou neste sábado a morte de outro soldado no Líbano quando um artefato explosivo escondido em um prédio que ele estava revistando detonou.
O Exército israelense informou neste sábado que realizou novos ataques aéreos no sul do Líbano, apesar do cessar-fogo vigente, alegando ter agido em "legítima defesa" contra uma suposta célula do Hezbollah.
Os ataques ocorreram depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou ontem que Washington havia proibido Israel de bombardear o Líbano como parte do cessar-fogo.
md (EFE, ots)
Irã critica "exigências maximalistas" dos EUA e diz que não está pronto para negociar
O Irã ainda não está pronto para realizar uma nova rodada de negociações presenciais com autoridades americanas, afirmou neste sábado (14/04) um alto funcionário do governo iraniano, citando a recusa de Washington em abandonar o que chamou de exigências "maximalistas" em questões fundamentais.
Em entrevista à agência de notícias Associated Press, o vice-ministro iraniano do Exterior, Saeed Khatibzadeh, afirmou que seu país não entregará seu urânio enriquecido aos Estados Unidos, rejeitando as alegações feitas pelo presidente americano Donald Trump.
"Posso afirmar que nenhum material enriquecido será enviado aos Estados Unidos", disse Khatibzadeh. "Isso é inaceitável e posso garantir que, embora estejamos prontos para abordar quaisquer preocupações que tenhamos, não aceitaremos demandas que são inviáveis."
Nesta sexta-feira, Trump disse que os EUA entrarão no Irã e "recolherão toda a poeira nuclear", referindo-se aos 440 quilos de urânio enriquecido que se acredita estarem enterrados sob instalações nucleares gravemente danificadas pelos ataques militares americanos do ano passado.
Khatibzadeh disse que houve muitas trocas de mensagens entre as partes, mas acusou os EUA de se manterem firmes em exigências que o Irã considera excessivas.
"Ainda não chegamos ao ponto de avançar para uma reunião de fato, porque há questões em que os americanos ainda não abandonaram sua posição maximalista", disse Khatibzadeh. O Irã buscava a finalização de um "acordo-quadro" antes de prosseguir para uma reunião presencial, acrescentou.
O vice-ministro pediu a Washington que abordasse as preocupações do Irã, incluindo as sanções impostas ao país. "O outro lado também deve entender e abordar nossas principais preocupações, que são as sanções unilaterais ilegais que os americanos impuseram aos iranianos e esse terrorismo econômico que tem como alvo o povo iraniano para sufocá-lo e levá-lo a se revoltar contra a estrutura política dentro do Irã", disse Khatibzadeh.
rc (AP)
Navios relatam ataques por barcos iranianos em Ormuz
Duas lanchas de patrulha da Guarda Revolucionária do Irã abriram fogo contra um petroleiro no Estreito de Ormuz, informou o capitão da embarcação, segundo o Centro de Operações Marítimas do Reino Unido (UKMTO), uma agência de segurança britânica.
O capitão do petroleiro relatou que o incidente ocorreu a cerca de 20 milhas náuticas (aproximadamente 37 quilômetros) a nordeste de Omã, de acordo com uma notificação do UKMTO.
As lanchas iranianas se aproximaram sem que nenhuma irregularidade fosse detectada por rádio e, em seguida, abriram fogo contra o navio, mas tanto o petroleiro quanto sua tripulação estão ilesos.
O UKMTO acrescentou que as autoridades estão investigando o incidente.
Poucas horas depois o UKMTO relatou um segundo ataque a um navio perto do Estreito de Ormuz. Segundo o Centro de Operações, um projétil não identificado atingiu um navio porta-contêineres a 46 quilômetros a nordeste de Omã, danificando alguns dos contêineres.
Minutos depois, a UKMTO relatou um terceiro incidente a 5,5 quilômetros a leste de Omã. "O comandante de um navio de cruzeiro relatou ter visto um borrifo na água próximo ao navio", informou.
rc/md (EFE, Reuters)
Trump diz que Irã não pode chantagear os EUA
O presidente americano afirmou neste sábado que o Irã não tem o que é preciso para pressionar o seu governo com a ameaça de um novo fechamento do Estreito de Ormuz e garantiu que tem mantido "conversas positivas" com Teerã.
"[Os líderes iranianos] queriam voltar a fechar o estreito, como têm feito há anos, mas eles não podem nos chantagear", disse Trump durante um evento na Casa Branca, no qual não respondeu às perguntas da imprensa sobre o conflito.
Trump disse que "muitos navios estão se dirigindo ao Texas" e Louisiana, numa aparente alusão à chegada de petroleiros à costa dos Estados Unidos, embora não tenha adiantado mais pormenores.
"Estamos tendo conversas muito positivas [com o Irã]. Está tudo correndo muito bem. Tornaram-se um pouco arrogantes, como têm feito há 47 anos (...) Veremos, mas teremos informações no final do dia. Estamos a falar com eles e, como sabem, estamos adotando uma postura firme", afirmou.
Trump insistiu que o Irã já não tem "uma Marinha, não tem Força Aérea, não tem líderes" e esclareceu que o que conseguiram no país persa poderia ser chamado de "uma mudança de regime forçada".
O presidente americano afirmou esta sexta-feira que vai manter o bloqueio da costa iraniana, apesar do anúncio do Irã sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica por onde passa 20% do petróleo mundial e cuja passagem foi interrompida por Teerã em retaliação pela guerra iniciada pelos EUA e Israel.
Em resposta, as forças armadas iranianas declararam neste sábado que manteriam o "controle rigoroso" sobre o estratégico Estreito de Ormuz.
md (Lusa, AFP)
Papa diz "não ter interesse" em discutir com Trump sobre guerra no Irã
O papa Leão 14 disse neste sábado que "não é do meu interesse" debater com o presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a guerra com o Irã, mas que continuaria pregando a mensagem do Evangelho sobre a paz.
Leão falou com repórteres a bordo do avião papal que voava de Camarões para Angola como parte de sua viagem de 11 dias pela África.
Ele abordou a espiral de críticas de Trump à sua mensagem de paz, que dominaram os noticiários desta semana. Mas o papa americano também procurou esclarecer os fatos, insistindo que sua pregação não é direcionada a Trump, mas reflete a mensagem mais ampla do Evangelho sobre a paz.
"Houve uma certa narrativa que não foi precisa em todos os seus aspectos, mas por causa da situação política criada quando, no primeiro dia da viagem, o presidente dos Estados Unidos fez alguns comentários sobre mim", disse ele.
"Muito do que foi escrito desde então tem sido mais comentário sobre comentário, tentando interpretar o que foi dito."
Trump lançou as críticas em sua plataforma de mídia social Truth Social na noite de 12 de abril, quando criticou a pregação de Leo sobre a paz em meio à guerra, que começou com ataques conjuntos EUA-Israel em 28 de fevereiro e foi seguida pela retaliação do Irã.
Trump acusou Leo de ser leniente com o crime, conivente com a esquerda e disse que o primeiro pontífice americano devia sua eleição a Trump.
Leo tem feito apelos consistentes pela paz e pelo diálogo e denunciou o uso de justificativas religiosas para a guerra. Especificamente, ele chamou a ameaça de Trump de aniquilar a civilização iraniana de "verdadeiramente inaceitável".
O Vaticano enfatizou que, quando Leo prega sobre a paz, ele se refere a todas as guerras que assolam o planeta, não apenas ao conflito com o Irã. A Igreja Ortodoxa Russa, por exemplo, justificou a invasão da Ucrânia por Moscou como uma "guerra santa".
Falando a repórteres no sábado, Leo se referiu especificamente às suas declarações feitas no início da semana em uma reunião de paz em Bamenda, Camarões. A cidade é o epicentro de um conflito separatista que assola a região oeste, de maioria anglo-saxônica, do país há quase uma década.
Leo disse que seus comentários, nos quais criticou duramente o "punhado de tiranos" que devastavam a Terra com guerras e exploração, foram escritos duas semanas antes, muito antes das críticas de Trump começarem.
"E, no entanto, como se vê, foi interpretado como se eu estivesse tentando debater novamente com o presidente, o que não me interessa de forma alguma", disse ele.
Olhando para o futuro, porém, ele disse que continuaria pregando o Evangelho. "Venho à África principalmente como pastor, como chefe da Igreja Católica, para estar com, celebrar com, encorajar e acompanhar todos os católicos da África", disse o pontífice.
md (AP, ots)
Israel continuou ataques no sul do Líbano, apesar de cessar-fogo
As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram neste sábado ter realizado ataques "em várias ocasiões" no sul do Líbano desde o início do cessar-fogo, justificando-os como consequência de supostas "violações" do acordo em vigor por parte do grupo xiita libanês Hezbollah.
Em comunicado, as FDI argumentaram que combatentes se aproximaram das tropas posicionadas no sul do país vizinho a partir do norte da "linha amarela", a zona controlada militarmente por Israel, representando "uma ameaça imediata".
Foi então que a Força Aérea Israelense abriu fogo contra eles, detalha o comunicado, que não especifica em que dia ocorreram esses ataques desde a trégua iniciada no último dia 16.
De acordo com o texto, que alega que as ações tomadas em "legítima defesa e para neutralizar ameaças imediatas" não são restringidas pelo atual cessar-fogo, as FDI também bombardearam infraestruturas na região.
Esta mensagem surge depois de, na sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter afirmado que Washington proibiu Israel de bombardear o Líbano como parte do cessar-fogo.
md (EFE, ots)
Macron anuncia morte de soldado francês da ONU no Líbano
Um soldado francês que servia na força de paz da ONU no Líbano (Unifil) foi morto e outros três ficaram feridos em um ataque no sul do Líbano no sábado, ataque que a França atribuiu ao Hezbollah, disse o presidente francês, Emmanuel Macron.
"Tudo aponta para o Hezbollah como autor deste ataque. A França exige que as autoridades libanesas prendam imediatamente os responsáveis e os responsabilizem, juntamente com a Unifil", disse Macron em uma mensagem nas redes sociais.
A ministra francesa da Defesa, Catherine Vautrin, disse que o soldado foi emboscado enquanto participava de uma missão da Unifil para limpar uma rota e acusou "um grupo armado" de atirar nele "à queima-roupa".
md (AFP, EFE)
EUA prorrogam suspensão da maioria das sanções contra petróleo russo
Washington prorrogou a suspensão da maioria das sanções contra a indústria petrolífera russa.
A decisão do Departamento do Tesouro americano, em vigor a partir deste sábado e até 16 de maio, diz respeito a todas as operações relacionadas com o embarque e a entrega de petróleo proveniente da Rússia, e aplica-se igualmente à chamada "frota fantasma russa" - embarcações clandestinas que permitem a Moscou exportar petróleo e contornar as sanções ocidentais.
As transações com Irã, Coreia do Norte, Cuba, assim como com as regiões ucranianas ocupadas, incluindo a Crimeia, continuam proibidas.
O governo americano já tinha suspendido temporariamente as sanções relativas ao petróleo russo armazenado no mar, com o objetivo de atenuar a subida vertiginosa dos preços do petróleo. A decisão foi criticada por governos europeus, argumentando que beneficiaria a guerra da Rússia na Ucrânia.
Mas o secretário do Tesouro, Scott Bessent, garantiu na quarta-feira que esta suspensão não seria prolongada para além do período inicial. "Não renovaremos a licença relativa ao petróleo russo", afirmou numa conferência de imprensa.
Os EUA impõem sanções sobre os recursos petrolíferos da Rússia e do Irã, visando esgotar as receitas das autoridades desses países. O objetivo é punir Moscou pela invasão da Ucrânia e o Irã pelo programa nuclear e financiamento de grupos armados como o Hezbollah libanês.
Mas Washington implementou em março uma isenção temporária para que o petróleo destes países pudesse ser vendido, a fim de moderar a subida vertiginosa dos preços na sequência da guerra no Irã.
md (Lusa, AFP)
Irã abre parcialmente seu espaço aéreo
O Irã anunciou neste sábado a reabertura parcial de seu espaço aéreo, que estava fechado há sete semanas devido à guerra com os Estados Unidos e Israel, permitindo a passagem de voos internacionais pela região leste do país.
"O espaço aéreo do país e vários aeroportos foram reabertos a partir das 7h da manhã, horário local (0h30 em Brasília)", informou a Autoridade de Aviação Civil do Irã, segundo a agência de notícias Tasnim. A agência informou que as operações serão retomadas gradualmente e que voos internacionais estão autorizados a transitar pelo espaço aéreo iraniano em rotas localizadas no leste do país.
De acordo com a Autoridade de Aviação Civil, a reabertura foi decidida após uma avaliação das condições de segurança realizada pelo comitê de coordenação civil-militar.
A autoridade também observou que a retomada completa das operações dependerá da prontidão técnica e operacional dos setores civil e militar responsáveis pela gestão aeroportuária.
Mais de três horas depois, no entanto, os sites de rastreamento de voos ainda não mostravam nenhum voo internacional sobrevoando o Irã, e vários estavam evitando seu espaço aéreo fazendo longos desvios.
md (EFE, AFP)
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