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Tenente-coronel acusado de matar PM passa mal ao ser levado a presídio em SP

Oficial da PM relatou dores no peito e pressão alta após ter sua prisão mantida pela Justiça paulista

21 mar 2026 - 10h39
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O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto precisou de atendimento médico emergencial após ser reconduzido ao Presídio Militar Romão Gomes. O episódio ocorreu logo depois de o oficial passar por uma audiência de custódia na última quinta-feira (19), na qual o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu pela manutenção de sua detenção. De acordo com informações apuradas pela CNN Brasil, o militar havia acabado de preencher a documentação necessária para sua entrada como preso comum quando começou a relatar sintomas físicos preocupantes aos agentes carcerários.

Tenente
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Foto: Coronel Geraldo Neto foi preso na manhã desta quarta-feira (18) - Fala Pirituba / Perfil Brasil

O oficial afirmou que estava há vários dias sem conseguir dormir, apresentando um quadro de fortes dores na região do peito e pressão arterial elevada. Diante da queixa, ele foi prontamente encaminhado ao Hospital Policial Militar para passar por uma avaliação detalhada. Após receber a medicação adequada e ser estabilizado pela equipe de saúde, o tenente-coronel recebeu alta com a orientação de retornar na sexta-feira, dia 20, para novos exames. Assim que foi liberado do hospital, ele foi levado novamente para a unidade prisional militar onde permanece custodiado.

Acusações de feminicídio e simulação de cena

O oficial é o principal suspeito da morte de sua esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos. A Polícia Civil cumpriu um novo mandado de prisão preventiva contra ele no âmbito do inquérito que investiga o caso. Atualmente, a investigação tramita em duas frentes distintas, tanto na Justiça Militar quanto na Justiça comum, uma vez que o caso envolve dois integrantes da corporação. O Ministério Público denunciou o tenente-coronel por feminicídio cometido por motivo torpe, utilizando recurso que dificultou a defesa da vítima, além do crime de fraude processual.

A acusação sustenta que o crime aconteceu em fevereiro de 2026, no apartamento do casal localizado no bairro do Brás, após uma discussão sobre a separação dos dois. Segundo a denúncia, o oficial teria efetuado um disparo contra a cabeça da esposa e, em seguida, tentado simular um suicídio ao manipular a cena do crime. Os promotores afirmam que ele posicionou a arma na mão da vítima e alterou elementos do local para enganar a perícia. Laudos indicam a presença de sangue nas roupas do acusado e sugerem que ele tomou banho logo após o ocorrido para eliminar vestígios.

Defesa contesta competência da Justiça

A defesa de Geraldo Leite Rosa Neto manifestou forte oposição à forma como o processo está sendo conduzido. Em nota oficial, o escritório Malavasi Sociedade de Advogados declarou que "ante o recente decreto dúplice de prisão do Tenente-Coronel pelos mesmos fatos tanto perante a Justiça Militar quanto pela Justiça Comum, a defesa encontra-se estarrecida pela manutenção da competência de ambas as jurisdições". Os advogados informaram que já ingressaram com uma reclamação no Superior Tribunal de Justiça para questionar a jurisdição militar sobre o caso.

Os representantes legais reforçaram que o cliente tem colaborado com as autoridades desde o início das investigações e que ele forneceu seu endereço espontaneamente. A nota ainda destaca uma preocupação com a exposição da vida privada do militar, afirmando que "a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem constituem direitos fundamentais assegurados pela Constituição Federal". O escritório concluiu reafirmando a confiança no trabalho das autoridades e reiterou que o tenente-coronel "aguarda a completa elucidação dos fatos" enquanto permanece à disposição do Poder Judiciário paulista para os próximos desdobramentos processuais.

Perfil Brasil
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