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Mulher processa NASA para manter posse de poeira lunar

Supostamente, Neil Armstrong deu o frasco com poeira lunar de presente à família dela na década de 1970, com uma dedicatória escrita à mão

12 jun 2018
18h14
atualizado às 19h21
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Neil Armstrong, astronauta da NASA que pisou na Lua em 1969 com a missão Apollo 11, aparentemente trouxe de volta para a Terra alguns souvenirs lunares. Um deles teria sido um frasco contendo poeira lunar, que Armstrong deu de presente para os pais de uma mulher chamada Laura Murray Cicco. Ela, agora, está processando a NASA de maneira preventiva para garantir que a agência espacial não exija a devolução do frasco.

A agência não está, na verdade, tentando tomar posse do presente de Armstrong no momento. Mas, no passado, a NASA já tentou fazer isto e, então, Laura decidiu abrir um processo para garantir que a agência não o tente novamente. Quando tinha 10 anos de idade, a mãe de Laura deu o frasco de presente para a filha; presente este que ficou sumido "há décadas" até que, há cinco anos, foi encontrado.

(Foto: Christopher M. McHugh)
(Foto: Christopher M. McHugh)
Foto: Canaltech

Armstrong teria sido amigo do pai de Laura, Tom Murray, que era piloto do Exército dos EUA, sendo que ambos fizeram parte de um clube secreto para aviadores chamado Quiet Birdmen. Supostamente, o astronauta deu o frasco com poeira lunar de presente para Murray e sua esposa na década de 1970, com uma dedicatória escrita à mão.

(Foto: Christopher M. McHugh)
(Foto: Christopher M. McHugh)
Foto: Canaltech

Especialistas em caligrafia autenticaram a nota de Armstrong, de acordo com o advogado da família. Um segundo especialista declarou que o pó no interior do frasco "pode ter se originado na superfície lunar", não batendo o martelo, no entanto. Já outro teste analisou a composição da amostra, concluindo que ela seria semelhante à "crosta média da Terra". Ainda assim, a origem lunar não foi descartada.

E, como amostras lunares são propriedade do Governo dos Estados Unidos, faz sentido que Laura queira processar, preventivamente, a NASA para impedir que o estado tome posse do que é uma relíquia de família. E a agência espacial pode se interessar especialmente por esta amostra de poeira lunar, já que os cientistas que, hoje, pesquisam os perigos do pós lunar, não tiveram acesso ao material real em seus experimentos, ficando restritos a uma poeira lunar simulada.

Pesquisadores vêm estudando a possibilidade de a poeira lunar ser prejudicial à saúde, e desejam fazer com que a NASA libere amostras reais, colhidas durante as missões Apollo, para aprofundar tal estudo.

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