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Tecnologia brasileira criou micro-ônibus híbrido movido a etanol

Veículo fabricado pela gaúcha Volare tem tração elétrica alimentada por um gerador Horse 1.0 a etanol e alcança autonomia de até 650 km

12 set 2026 - 08h10
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Resumo
A Volare, marca da Marcopolo, iniciou as vendas do Attack 10 Híbrido, micro-ônibus nacional com tração elétrica e gerador a etanol que dispensa recarga plug-in. Com autonomia de até 650 km e capacidade para 27 passageiros, o modelo combina motor elétrico WEG a um motor turbo a etanol para recarregar as baterias. A novidade foca na descarbonização e mira o agronegócio, transporte escolar e fretamento, aproveitando a ampla oferta e o baixo custo do biocombustível no Brasil.

A Volare, marca da Marcopolo, fabricante brasileira de carrocerias e ônibus completos com atuação global, iniciou as vendas de seu projeto 100% de micro-ônibus híbrido com gerador a etanol.

O modelo Attack 10 Híbrido tem tração elétrica com um motor WEG de 100 cavalos de potência que é alimentado por baterias de 120 kWh carregada por um motor Horse H10/TCe 1.0 turbo de três cilindros a etanol com 115 cavalos de potência. Não existe necessidade de carregamento plug-in.

Segundo a fabricante, o veículo pode alcançar uma autonomia de até 650 km com um tanque de etanol. O micro-ônibus tem capacidade para transportar 27 passageiros com 10,14 metros de comprimento e 3,15 metros de altura, com ar-condicionado de alto desempenho e poltronas padrão ou executivas.

De acordo com o diretor de Vendas e Marketing da Marcopolo, o Volare Attack 10 Híbrido Etanol é indicado para aplicações no fretamento contínuo, para o transporte rural e escolar e operações nos setores sucroalcooleiro e no agronegócio em geral.

"O uso do etanol traz para este modelo uma facilidade operacional em todo o Brasil, que tem oferta abundante com baixo custo deste combustível. Já estamos sendo procurados por diversos clientes do agro, principalmente produtores de cana, interessados nesta tecnologia para versatilidade operacional no ambiente rural com forte apelo de descarbonização", explica o executivo.

Estadão
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