'Tão quente ao toque que imigrantes ilegais nem tentarão': Trump manda pintar muro com México de preto
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou que o muro ao longo da fronteira com o México receba uma nova camada de tinta preta. A medida foi apresentada como mais um recurso para conter a entrada de imigrantes em território americano.
De acordo com o governo, o metal pintado absorve mais calor, o que deixaria a superfície difícil de ser tocada. A decisão foi anunciada pela secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, que publicou fotos da operação em andamento na rede social X nesta quarta-feira (20).
"Agora, sob a orientação do presidente, ele será pintado de preto — tão quente ao toque que imigrantes ilegais nem tentarão", escreveu a secretária.
Em julho, o Departamento de Segurança Interna informou que o número de migrantes interceptados chegou a 6.070, considerado "mínimo histórico" — queda de 15% em relação a março. Para Noem, esse resultado é reflexo da nova política de fronteira.
"Hoje completa 7 meses do segundo mandato de Trump. Quando começamos a trabalhar, os Estados Unidos enfrentavam a pior crise de fronteira da história. Hoje, essa crise não está apenas sob controle — ela foi obliterada. Este muro faz parte da diferença. Alto demais para escalar. Estreito demais para passar. (...) Ele ajuda nossos agentes a fazerem seu trabalho. Ele serve como escudo e símbolo: um monumento ao compromisso inabalável do presidente Trump com este país e com a segurança do povo americano", afirmou.
O muro é suficiente?
Logo após a posse de Trump, a Casa Branca divulgou imagens de patrulhas militares atuando na fronteira. Veículos blindados, tropas armadas e helicópteros reforçaram a vigilância. Além disso, agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) receberam poderes para realizar deportações imediatas — prática contestada por especialistas em direito internacional.
A medida foi acompanhada pela ampliação das ações de agentes federais de imigração, que passaram a ter autoridade para deter suspeitos em diferentes regiões do país. O governo declarou ainda estado de emergência nacional, justificando que o combate à imigração irregular exigia respostas mais rígidas.