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Suposto beneficio a Lula é denunciado por Flávio Bolsonaro

12 out 2026 - 12h50
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Resumo
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) protocolou notícia-crime no TRE acusando o diretor da PF de usar a estrutura pública para beneficiar Lula. Em contrapartida, o PT acionou o TSE contra a Meta, alegando restrições no alcance de suas redes sociais em favor do adversário. Diante disso, o tribunal deu 48 horas para a empresa prestar esclarecimentos técnicos sobre as acusações de interferência no processo eleitoral, enquanto a Meta negou qualquer favorecimento ou irregularidade.

A campanha do candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL), protocolou no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE) uma notícia-crime acusando o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, de crime eleitoral.

Foto: ( Reprodução) / Gávea News

A representação pede a abertura de um procedimento investigatório para apurar a conduta da autoridade, sustentando que ele teria utilizado o serviço e a estrutura da repartição pública federal no dia do primeiro turno para beneficiar a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e prejudicar o adversário.

A denúncia apoia-se no artigo 377 do Código Eleitoral, dispositivo que proíbe o uso de órgãos e serviços públicos para favorecer partido ou organização de caráter político. A defesa de Flávio Bolsonaro pede que a investigação seja conduzida sob a supervisão do Juízo das Garantias, visando afastar o caso da subordinação hierárquica de Andrei Rodrigues.

TSE foi acionado pelo PT

Se o PL recorreu ao TRE, o PT recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por conta das redes sociais. Neste contexto, o TSE deu um prazo de 48 horas para a Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, prestar esclarecimentos sobre acusações de interferência no processo eleitoral. A decisão atende a um pedido da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, que apontou bloqueios e restrições na alcance de suas publicações, alegando favorecimento a Flávio Bolsonaro.

Entre as falhas apontadas pela equipe do presidente estão a retenção de anúncios impulsionados, a suspensão pontual da conta de anúncios e anomalias nas métricas de visualização de vídeos. O tribunal solicitou dados técnicos detalhados e informações sobre a atuação de perfis falsos nas plataformas.

Em nota, a Meta negou as acusações, afirmando que as alegações são falsas, cumpre as normas eleitorais e que os problemas técnicos citados não afetaram contas específicas.

Gávea News
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