Hyundai leva Bayon e novo Tucson a Paris, com foco também no Brasil
SUV menor será produzido em Piracicaba e terá a Copa do Mundo feminina de 2027 como vitrine; médio aposta em motores híbridos
No Salão de Paris, a Hyundai revelou o novo Tucson e a nova geração global do Bayon, SUV de entrada que será fabricado em Piracicaba (SP) a partir de 2027. Posicionado abaixo do Creta e cotado com motor 1.0 turbo flex, o Bayon rivalizará com modelos como Pulse e Kardian, sendo promovido na Copa do Mundo Feminina de 2027. Já o Tucson chega à quinta geração com opções híbridas na Europa, mas segue sem previsão de lançamento no Brasil, concentrando o foco nacional no modelo menor.
A Hyundai escolheu o Salão de Paris de 2026 para mostrar dois SUVs com papéis distintos em sua estratégia. Um deles é o Bayon, que terá produção brasileira, e o novo Tucson, ainda sem lançamento confirmado no País. Enquanto o primeiro estreia mundialmente na mostra francesa, o segundo faz sua apresentação europeia após ser revelado nos Estados Unidos.
Para o consumidor brasileiro, o Bayon é a novidade mais relevante. Previsto para 2027, o SUV será fabricado em Piracicaba (SP), compartilhará componentes com o i20 e ficará abaixo do Creta. A proposta é ampliar a presença da Hyundai entre os utilitários esportivos de entrada, a fim de acirrar a disputa com Volkswagen Tera, Fiat Pulse, Renault Kardian e Jeep Avenger.
O Jornal do Carro apurou que a fabricante sul-coreana usará a Copa do Mundo feminina de 2027, realizada no Brasil, como um dos grandes palcos para promover o Bayon. A estratégia repetirá o caminho adotado com o i20 na Copa masculina de 2026. A competição deve dar projeção ao SUV em um momento importante de sua chegada ao mercado nacional.
O Bayon também representa uma mudança de abordagem para um modelo que nasceu voltado à Europa. Nesta nova geração, a Hyundai passa a tratá-lo como um produto global. O nome permanece uma referência a Bayonne, cidade do País Basco francês, mas o desenho se distancia do antecessor para assumir proporções e elementos mais associados aos SUVs.
O utilitário esportivo tem dianteira de linhas angulosas e luzes diurnas em formato de "T". O Bayon dispõe de faróis divididos, molduras plásticas salientes nas caixas de roda, barras de teto e uma linha de cintura ascendente. Por dentro, os desenhos indicam um conjunto horizontal de telas que se estende da área atrás do volante até o centro do painel.
No Brasil, a expectativa é de que o Bayon tenha o motor 1.0 turbo flex de três cilindros que rende até 115 cv de potência e 17,5 kgfm torque. É o mesmo já empregado em outros modelos nacionais da Hyundai. A combinação, assim, permite compartilhar componentes com o i20 e o Creta. A configuração definitiva do Bayon nacional, porém, ainda depende de divulgação da fabricante, assim como preços e versões.
Novo Hyundai Tucson
Já o Tucson chega à quinta geração. O veterano SUV adota a linguagem visual que a Hyundai chama de "Art of Steel", marcada por para-lamas pronunciados, superfícies mais limpas nas portas e linhas bem definidas. A iluminação dianteira enfatiza a largura da carroceria, enquanto as lanternas usam uma estrutura interna tridimensional.
Na configuração europeia, o novo Tucson mede 4,56 metros de comprimento, 1,90 m de largura e 1,67 m de altura, com 2,72 m de entre-eixos. A Hyundai informa capacidade de até 695 litros para o porta-malas. Trata-se de uma carroceria diferente da versão alongada apresentada para outros mercados.
A oferta europeia inclui motor 1.6 turbo de 150 cv, com câmbio manual de seis marchas ou sistema híbrido leve de 48 volts associado à transmissão de dupla embreagem e sete marchas. Acima dele está o híbrido convencional, que dispensa recarga externa e entrega 245 cv e 38,7 kgfm, com câmbio automático de seis velocidades.
O híbrido plug-in combina o 1.6 turbo ao sistema elétrico para produzir 292 cv e os mesmos 38,7 kgfm. A bateria de 17,1 kWh permite autonomia elétrica estimada em até 81 km, ainda sujeita à homologação. O carregador de bordo admite recarga em corrente alternada de até 7,2 kW.
Na cabine, o Tucson estreia o sistema multimídia Pleos Connect, baseado em Android Automotive, com central multimídia de 12,9 ou 17 polegadas, conforme a configuração. O quadro de instrumentos tem 9,9''. Há comandos físicos para funções frequentes e seletor de marchas na coluna de direção. O sistema também permite atualizações remotas e incorpora o assistente de inteligência artificial Gleo.
A situação do novo Tucson no Brasil é um tanto diferente da do Bayon. Embora o SUV tenha ajudado a consolidar a Hyundai no país, sua trajetória local terminou com um produto defasado em relação ao vendido no exterior. Um eventual retorno da nova geração dependeria da operação local da sul-coreana e teria nas versões eletrificadas as candidatas mais prováveis. Não há, por ora, anúncio de importação ou data de lançamento.
Assim, o Bayon concentra as perspectivas mais concretas da ofensiva da Hyundai mostrada em Paris para o mercado brasileiro. Além de ocupar uma faixa abaixo do Creta, o SUV dará continuidade à renovação da fábrica de Piracicaba iniciada com o i20 e ainda terá, assim como o hatch, o futebol como parte da estratégia para apresentar um novo player ao consumidor.
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