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Sofre com asma? Conheça as causas e tratamentos

O farmacêutico homeopata Jamar Tejada esclarece o que é a asma, como ela atinge o corpo humano, e dá dicas de suplementação

9 out 2026 - 09h20
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Resumo
A asma, que afeta 23,2% dos brasileiros, é uma inflamação crônica não contagiosa das vias aéreas com forte fator genético e ambiental. Provocando falta de ar, tosse e dor no peito, a condição é diagnosticada clinicamente e por espirometria. Sem cura, o controle envolve corticoides de manutenção e broncodilatadores de resgate para crises. Suplementos como ômega 3, magnésio, vitamina D3 e fitoterápicos, a exemplo do gengibre e Pinus pinaster, também atuam como importantes aliados anti-inflamatórios.

A asma é uma das doenças respiratórias mais recorrentes entre os brasileiros. Estima-se que 23,2% da população viva com a doença. Isso representa a terceira ou quarta causa de hospitalizações, dependendo da faixa etária analisada.

A manutenção do dispositivo também é fundamental para o controle da asma, que é uma inflamação crônica das vias aéreas
A manutenção do dispositivo também é fundamental para o controle da asma, que é uma inflamação crônica das vias aéreas
Foto: Canva Fotos / Perfil Brasil

Segundo o farmacêutico homeopata Jamar Tejada, colunista de Bons Fluidos, a asma é uma doença não contagiosa.  No entanto, sabe-se que filhos de pessoas asmáticas têm maiores chances de desenvolvê-la em qualquer fase da vida.

Quando respiramos, o ar faz o seguinte caminho: primeiro passa pelas nossas narinas ou pela boca, desce pela faringe, laringe, passando pela traqueia e chegando aos pulmões - onde acontecem as trocas gasosas, ou seja, a substituição do dióxido de carbono expirado pelo oxigênio inspirado dentro dos alvéolos pulmonares. Você deve lembrar disso das aulas de biologia.

O problema é que o pulmão de indivíduos asmáticos desenvolve uma inflamação que leva a um inchaço do revestimento das vias aéreas. Assim, os músculos lisos ao redor se contraem e o muco obstrui boa parte da passagem de ar, desencadeando a falta dele.

O diagnóstico da asma é realizado pelo médico a partir dos sintomas relatados pelo paciente e do resultado de exames, como a espirometria - exame que mede a quantidade de ar que uma pessoa é capaz de inspirar ou expirar a cada vez que respira, ou seja, a quantidade de ar que um indivíduo é capaz de colocar para dentro e para fora dos pulmões e a velocidade com que o faz isso.

Os sintomas da asma

A forma que a asma se manifesta pode variar de pessoa para pessoa. Os sintomas mais comuns são uma respiração curta ou ofegante e tosse que pode piorar especialmente à noite ou durante a prática de atividades físicas. Outros sintomas são a falta de ar, dificuldade em manter um ritmo de fala, aperto ou dor no peito, fadiga, infecções frequentes, distúrbios de sono e até crises de ansiedade ou pânico.

As causas exatas da asma ainda não são claras. No entanto, alguns fatores já foram identificados, como o perfil genético, o histórico de infecções virais graves durante a infância e também da modulação inadequada do sistema imunológico por falta de exposição a microrganismos - chamada de teoria da higiene - ou mesmo por gatilhos ambientais, como alérgenos ou emoções intensas, entre outros.

Tratamentos

Como ainda não existe cura para a asma, alguns tratamentos melhoram os sintomas e reduzem as crises, permitindo o controle da doença em duas fases. Na fase de manutenção, são geralmente utilizados medicamentos anti-inflamatórios que reduzem a inflamação nos brônquios, onde os mais utilizados são corticoides inalatórios, mas existem outras opções de medicamentos que podem ser associados. Dentre eles estão os broncodilatadores (como salbutamol e ipratrópio) que são usados quando ocorrem crises na segunda fase, chamada resgate, de alívio rápido, que deve ser seguido conforme orientação médica.

Suplementações também pode ajudar

O ômega 3 reduz a produção de mediadores inflamatórios na asma e o magnésio auxilia no relaxamento do músculo liso, além de potencializar a atividade de medicamentos broncodilatadores (agonistas beta-adrenérgicos). A vitamina D3 também apresenta efeitos imunomoduladores e anti-inflamatórios.

Ainda há a suplementação fitoterápica, como a retirada do extrato seco de um pinheiro originário da costa francesa, conhecido como Pinus pinaster, rico em flavonoides, que auxilia no manejo dos sintomas e redução das crises, por seus efeitos anti-inflamatórios. Já foi demonstrado que ele é capaz de reduzir a produção de mediadores inflamatórios, por meio da inibição das enzimas que ativam a inflamação, como cicloxigenase (COX) e lipoxigenase (LOX) e da via NF-κB.

O conhecido gengibre, rico em gingeróis e shogaols, também é bem indicado, já que seus ativos auxiliam no relaxamento da musculatura lisa dos brônquios e pulmões através da ativação de receptores β2- adrenérgicos, além de ter efeitos anti-inflamatórios. Assim, as evidências indicam que o extrato de gengibre pode auxiliar na prevenção e tratamento das crises asmáticas.

E há ainda as plantas de uso mais populares como o alho (Allium sativum L.), orégano mexicano (Lippia graveolens) e camomila (Matricaria chamomilla), que são espécies bastante usadas e com relatos de eficácia, sendo o alho uma das principais

Perfil Brasil
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