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Senado rejeita Jorge Messias para o STF; entenda o que acontece agora

Saiba o que acontece agora com a vaga de Luís Roberto Barroso e conheça os nomes que foram rejeitados na história do Brasil.

29 abr 2026 - 19h39
(atualizado às 19h42)
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O Senado Federal rejeitou nesta quarta-feira (29) a indicação de Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão ocorreu após uma intensa sabatina realizada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). De acordo com informações da Agência Senado, este evento representa um marco histórico para o país, uma vez que a última rejeição de um nome para a Suprema Corte havia ocorrido há exatos 132 anos. O atual advogado-geral da União havia sido escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso, que anunciou sua aposentadoria recentemente.

Jorge Messias
Jorge Messias
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado / Perfil Brasil

A última vez que a Casa barrou indicações de ministros foi em 1894, durante o governo do marechal Floriano Peixoto, o segundo presidente do Brasil. Naquela época, cinco nomes foram rejeitados pelos senadores: Barata Ribeiro, Innocêncio Galvão de Queiroz, Ewerton Quadros, Antônio Sève Navarro e Demosthenes da Silveira Lobo. Esse cenário de bloqueios sucessivos aconteceu porque o processo de escolha no início da República era marcado por uma forte instabilidade institucional. Naquele período, muitos dos designados não possuíam formação jurídica adequada e apresentavam perfis essencialmente políticos ou militares, o que gerava grande resistência no Legislativo.

Um dos casos mais emblemáticos da história brasileira é o do médico Barata Ribeiro. Ele foi o primeiro nomeado daquela lista e chegou a exercer as funções de ministro do STF por quase um ano antes de ter sua indicação formalmente rejeitada pelo Senado. Com o passar das décadas, os critérios para a escolha de magistrados foram consolidados, estabelecendo a exigência rigorosa de notório saber jurídico. Episódios como esse são relatados em registros históricos do Arquivo S, mantido pelo Senado Federal, que mostram como a relação entre os poderes evoluiu desde o fim do século XIX.

Com a rejeição de Jorge Messias consolidada nesta quarta-feira, as atenções se voltam para os próximos passos do Poder Executivo. Conforme estabelece a Constituição de 1988, diante da negativa do Senado, o presidente da República tem o dever de indicar um novo nome para ocupar a mesma vaga na Corte. Este novo indicado deverá ser submetido novamente a todo o rito de aprovação, que inclui a análise pela maioria absoluta dos senadores. O episódio reacende o debate sobre o equilíbrio entre os poderes e a autonomia do Legislativo na fiscalização das escolhas presidenciais para os tribunais superiores.

Perfil Brasil
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