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Senado confirma indicado por Trump ao Supremo

6 out 2018
18h44
atualizado às 19h08
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Em meio a protestos por acusações de abuso sexual, Brett Kavanaugh recebe apoio suficiente dos senadores americanos para obter vaga na Suprema Corte. Confirmação deixa tribunal mais conservador.O Senado dos Estados Unidos confirmou neste sábado (06/10) a indicação de Brett Kavanaugh, feita pelo presidente Donald Trump, como novo integrante da Suprema Corte. O resultado se deu em votação apertada: 50 a 48. Sua oficialização no cargo deixa o mais alto tribunal americano mais conservador.

Protesto diante do Capitólio contra o escolhido de Trump
Protesto diante do Capitólio contra o escolhido de Trump
Foto: DW / Deutsche Welle

"Com 50 votos a favor e 48 contra, Brett Kavanaugh é confirmado para ser novo juiz da Suprema Corte", disse o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, que presidiu a sessão no Senado.

Kavanaugh ocupará a vaga aberta após a aposentadoria de Anthony Kennedy. Apesar das acusações de assédio sexual e das dúvidas sobre o voto dos senadores moderados, o juiz acabou obtendo o apoio necessário para ser confirmado no posto, conquistando o aval dos republicanos Jeff Flake e Susan Collins, e do democrata Joe Machin.

Apenas a republicana Lisa Murkowski se absteve da votação. Steve Daines, também correligionário de Trump, não compareceu à sessão porque sua filha se casaria em cerimônia no estado de Montana.

Antes da votação, Pence teve que pedir silêncio no plenário porque dezenas de pessoas começaram a gritar palavras de ordem contra Kavanaugh.

A votação de hoje foi o último passo de um processo que começou no último dia 9 de julho, quando Trump indicou Kavanaugh para a vaga aberta com a aposentadoria de Kennedy.

As audiências para avaliar a nomeação no Comitê de Justiça do Senado começaram no dia 4 de setembro. Enquanto os democratas questionavam o juiz sobre as posturas adotadas por ele em temas como o aborto e o poder presidencial, denúncias sobre o comportamento sexual de Kavanaugh começaram a surgir, causando grande polêmica.

A primeira a denunciar o juiz foi a professora Christine Blasey Ford, que chegou a depor no Comitê de Justiça do Senado para explicar a denúncia do abuso, que teria ocorrido em 1982.

Outras duas mulheres fizeram acusações similares contra Kavanaugh, o que fez com que os senadores pressionassem Trump para que o FBI (a polícia federal americana) investigasse o caso e publicasse um relatório confidencial sobre com conclusões sobre as denúncias na quinta-feira.

Trump saiu em defesa de seu indicado e afirmou que as denúncias eram um esforço coordenado pelos democratas para impedir a indicação de Kavanaugh para a Suprema Corte.

Pouco antes da votação, o presidente americano afirmou que Kavanaugh é um "homem muito bom" e que seria um "grande juiz da Suprema Corte".

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