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Rússia rejeita ameaça tarifária de Trump e mantém guerra na Ucrânia

15 jul 2025 - 14h05
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Mesmo diante de um ultimato lançado por Donald Trump, o Kremlin não deu sinais de recuo. Três fontes com acesso ao alto escalão russo afirmaram à âgencia de notícias Reuters, que Vladimir Putin pretende manter a ofensiva na Ucrânia até que seus termos de paz sejam aceitos — e que suas exigências podem se tornar ainda mais duras conforme o avanço das tropas.

O presidente russo, Vladimir Putin
O presidente russo, Vladimir Putin
Foto: Reprodução / Perfil Brasil

Segundo essas fontes, o presidente russo acredita que tanto a economia quanto as Forças Armadas do país são capazes de resistir a novas sanções ocidentais. A avaliação é de que a Rússia, desde 2022, enfrentou punições severas e conseguiu se adaptar.

Na segunda-feira (14), Trump se mostrou irritado com a recusa de um cessar-fogo por parte de Putin. O ex-presidente americano anunciou o envio de armamentos à Ucrânia e ameaçou novas sanções caso não haja um acordo em até 50 dias. Entre as medidas, está uma tarifa de 100% contra países que continuarem comprando petróleo russo.

Putin pode ampliar exigências se guerra avançar?

A resposta do Kremlin não foi de conciliação. De acordo com as fontes, Putin está convencido de que "a Rússia pode suportar mais pressão econômica", inclusive a taxação contra países parceiros, como China e Índia.

"Putin acha que ninguém se envolveu seriamente com ele nos detalhes da paz na Ucrânia -- incluindo os norte-americanos -- então ele continuará até conseguir o que quer", disse uma das fontes à agência Reuters, sob condição de anonimato.

Apesar de encontros anteriores com o enviado dos Estados Unidos, Steve Witkoff, Putin não vê sinais concretos de um plano real de paz. Ainda segundo uma das fontes, "Putin valoriza o relacionamento com Trump e teve boas discussões com Witkoff, mas os interesses da Rússia estão acima de tudo."

Os principais pontos exigidos por Moscou incluem o compromisso formal de que a Otan não se expandirá para o leste europeu, a neutralidade da Ucrânia, restrições às Forças Armadas do país vizinho e a aceitação das regiões atualmente ocupadas pela Rússia. Ele também admite discutir garantias de segurança à Ucrânia, embora o modelo para isso ainda seja incerto.

Do lado ucraniano, Volodymyr Zelensky afirma que jamais aceitará a soberania russa sobre áreas ocupadas e mantém o direito de seu país decidir se ingressará ou não na Otan. Seu gabinete não comentou as ameaças recentes de Trump.

Outro ponto destacado pelas fontes é a percepção de vantagem militar. A Rússia já controla cerca de 20% do território ucraniano e, nos últimos três meses, conquistou mais 1.415 quilômetros quadrados, segundo o mapa interativo DeepStateMap.

"O apetite vem com a comida", disse uma das fontes, sugerindo que, quanto mais terreno conquistar, maiores podem se tornar as ambições do Kremlin. Duas outras fontes confirmaram a interpretação.

Hoje, Moscou domina a Crimeia (anexada em 2014), toda a região de Luhansk, mais de 70% de Donetsk, Zaporizhzhia e Kherson, além de porções menores de Kharkiv, Sumy e Dnipropetrovsk.

"A Rússia agirá com base na fraqueza da Ucrânia", declarou outra fonte. Para ela, se Kiev resistir fortemente, Moscou poderá encerrar a ofensiva após consolidar o controle do leste. "Mas se ela cair, haverá uma conquista ainda maior de Dnipropetrovsk, Sumy e Kharkiv."

Zelensky, no entanto, afirma que as tropas ucranianas têm contido o avanço russo. Seus comandantes reconhecem a superioridade numérica do inimigo, mas dizem que os russos estão pagando caro pelos pequenos ganhos territoriais.

Estima-se que 1,2 milhão de pessoas tenham morrido ou ficado feridas desde o início da guerra, o maior conflito na Europa desde 1945. Nenhum dos lados divulga números oficiais. Moscou costuma desacreditar as estimativas ocidentais, chamando-as de propaganda.

Perfil Brasil
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