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Quem é o jovem que teria vazado documentos secretos dos EUA

14 abr 2023 - 12h06
(atualizado em 14/4/2023 às 09h06)
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Jack T., de 21 anos, um membro da Guarda Aérea Nacional, foi preso nesta quinta pelo FBI. "Washington Post" diz que responsável pelo vazamento é entusiasta de armas e membro ativo de plataforma de fãs de videogame.A pessoa por trás do vazamento de documentos altamente sigilosos do governo dos Estados Unidos é um jovem aficcionado por armas que trabalhou em uma base militar e compartilhou o material em um grupo de chat privado, informou o jornal The Washington Post. O jovem, identificado como Jack T.*, de 21 anos, um membro da Guarda Aérea Nacional de Massachusetts, foi preso nesta quinta-feira (13/04) pelo FBI, a polícia federal americana.

Vazamento de documentos ultrassecretos causou preocupação no Pentágono
Vazamento de documentos ultrassecretos causou preocupação no Pentágono
Foto: DW / Deutsche Welle

As autoridades americanas não confirmaram a autenticidade dos documentos, que são relacionados à guerra na Ucrânia e a aliados dos EUA. As imagens desses documentos circulam nas plataformas de mídia social há semanas e provocaram irritação entre alguns aliados de Washington desde que a mídia começou a reportar sobre o vazamento.

Dois membros de um grupo de bate-papo na Discord - mídia social popular entre aficionados por videogames - disseram ao jornal que centenas de páginas de material foram postadas na plataforma por Jack T., que lhes disse que trabalhava em uma base militar dos EUA e que levou os documentos para casa.

Clube de tiro

Jack T., identificado pelo apelido de "OG", postou regularmente documentos no grupo de bate-papo por meses, disseram os membros do grupo ao jornal, falando sob condição de anonimato. Algumas informações nos documentos eram tão sensíveis que foram marcadas como "NOFORN", o que significa que não deveriam ser compartilhadas com estrangeiros, segundo o Washington Post.

Jack T. foi descrito por um fã de armas "com uma visão sinistra" sobre o governo dos EUA, as autoridades de segurança e os serviços secretos americanos.

"Um membro do grupo disse que ele falava dos Estados Unidos e particularmente da aplicação da lei e da comunidade de inteligência como uma força sinistra que buscava reprimir seus cidadãos", afirma o periódico.

Em um vídeo ao qual o Washington Post teve acesso, o jovem pode ser visto usando um fuzil num clube de tiro. Enquanto ele faz vários disparos contra um alvo, grita xingamentos racistas e antissemitas.

Só para convidados

O grupo de bate-papo de cerca de 24 pessoas, incluindo da Rússia e da Ucrânia, se formou durante a pandemia, em 2020, unindo membros que compartilhavam o "amor mútuo por armas, equipamentos militares e Deus". A sala era um "clube apenas para convidados", informou o diário.

OG disse aos membros do grupo que passava "parte do dia dentro de uma instalação segura que proibia telefones celulares e outros dispositivos eletrônicos", informou o jornal. Ele também disse a eles que "trabalhava por horas" reproduzindo os documentos sigilosos "para compartilhar com seus companheiros no servidor da Discord", relatou o jornal.

Mais tarde, ele começou a tirar fotos dos documentos, após imprimi-los, e as compartilhava com o grupo. "Quando copiar centenas de arquivos confidenciais à mão se mostrou muito cansativo, ele começou a postar centenas de fotos de documentos", relatou o Washington Post.

OG disse aos outros membros do grupo para não compartilhar os documentos e que ele não pretendia ser um whistleblower (denunciante), informou o jornal, citando um dos amigos dele.

Investigação em curso

Dezenas de fotografias de documentos foram encontradas no Twitter, Telegram, Discord e outros sites nos últimos dias, embora algumas possam ter circulado online por semanas, senão meses, antes de começarem a receber atenção da mídia.

O Pentágono diz que o caso representa um "risco muito sério para a segurança nacional", o que levou o vazamento a ser alvo de uma investigação criminal pelo Departamento de Justiça dos EUA.

As autoridades americanas não confirmaram publicamente que os materiais mostrados nas fotos são genuínos, e sua autenticidade não pode ser imediatamente verificada de forma independente.

Entre outras coisas, os documentos revelados pelo vazamento expõem as preocupações dos EUA sobre a viabilidade de uma contraofensiva ucraniana contra as forças russas e sugerem que Washington espionou os aliados Israel e Coreia do Sul.

O porta-voz de segurança nacional da Casa Branca, John Kirby, disse que Washington esteve contatando aliados e parceiros em "níveis muito altos" após a divulgação dos documentos.

md/ek (AFP, DPA)

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*A DW segue o Código de Imprensa alemão, segundo o qual o nome completo de suspeitos de crimes não deve ser divulgado, a não ser em casos específicos de interesse público.

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
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