Queda de avião com 125 pessoas a bordo na Colômbia mobiliza resgate em Puerto Leguízamo
Aeronave da Força Aeroespacial transportava militares no momento do acidente; governo confirma oito mortes e início das investigações sobre as causas
Um avião modelo Hércules C-130 da Força Aeroespacial da Colômbia caiu nesta segunda-feira (23) com um total de 125 pessoas a bordo. O acidente ocorreu durante a fase de decolagem em Puerto Leguízamo, no sul do país, próximo à fronteira com o Peru e o Equador. A aeronave transportava 114 passageiros, todos membros da Força Pública, e 11 integrantes da tripulação.
Até a última atualização das autoridades colombianas, foram confirmadas oito mortes em decorrência do impacto. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, informou que 83 militares foram resgatados com vida do avião e encaminhados para centros médicos da região. Dentre os sobreviventes, ao menos 15 apresentam estado de saúde crítico e aguardam transferência para hospitais de maior complexidade em Bogotá e Florença.
Equipes de busca permanecem na área para localizar as demais pessoas que constavam na lista de passageiros, uma vez que o número exato de desaparecidos ainda oscila conforme a consolidação dos dados pelas autoridades de saúde e defesa. O resgate foi facilitado pela proximidade de uma base militar instalada em Puerto Leguízamo.
A Força Aeroespacial e o Ministério da Defesa abriram um inquérito técnico para apurar as causas da queda. Informações preliminares indicam que o avião apresentou dificuldades para ganhar altitude poucos quilômetros após sair da pista. Relatos e registros em vídeo mostram fumaça e explosões nos destroços, possivelmente agravadas pela detonação de munições transportadas pela tropa da 27ª Brigada da Selva.
O ministro da Defesa, Pedro Arnulfo Sánchez, declarou que não há indícios de ataque por grupos ilegais e ressaltou que a aeronave estava em condições de navegabilidade antes do voo. O trajeto previsto ligaria Puerto Leguízamo a Puerto Asís como parte de um rodízio operacional de tropas na região amazônica.
O presidente Petro classificou o episódio como trágico e utilizou o momento para reiterar a necessidade de modernização das frotas militares colombianas. O modelo Hércules C-130 envolvido no acidente é amplamente utilizado para transporte logístico e humanitário devido à sua resistência em pistas improvisadas, mas o governo aponta o declínio de recursos para manutenção como um desafio institucional.