Putin concorda com Ucrânia e anuncia trégua na Páscoa Ortodoxa
Rússia comunicou que fará, entre sábado e domingo, uma pausa de 32 horas nos ataques. Zelenski havia feito proposta similar no final de março.O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou, nesta quinta‑feira (09/04), ter concordado com um cessar‑fogo temporário de 32 horas na guerra na Ucrânia, após sucessivos apelos de Kiev para uma trégua por ocasião da Páscoa Ortodoxa.
Segundo o comunicado oficial do Kremlin, a pausa nos combates vai vigorar por das 10h (horário de Brásilia) deste sábado (11/04) até ao final de domingo (12/04), dia em que cristãos ortodoxos na Rússia e na Ucrânia celebram a Páscoa.
A decisão surge após o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, ter renovado publicamente, na semana passada, a proposta de um cessar‑fogo durante o feriado, incluindo uma pausa mútua nos ataques contra infraestruturas energéticas, proposta que foi, segundo ele, transmitida à Rússia por intermediários dos Estados Unidos.
O Kremlin indicou que o comando militar russo recebeu instruções para cessar as hostilidades em todas as frentes durante o período da trégua, sublinhando, no entanto, que as forças russas permanecerão em estado de prontidão para responder a eventuais "provocações ou ações agressivas".
Anúncio após negar proposta de Zelenski
No final de março, a Rússia rejeitou uma proposta de cessar‑fogo conjunto apresentada por Kiev e argumentou que Zelenski nunca formulou de forma "precisa" um pedido de trégua específica para a Páscoa, defendendo que uma pausa prolongada permitiria à Ucrânia se rearmar e mobilizar mais tropas.
Zelenski, por seu lado, declarou nos últimos dias que a Rússia demonstrava falta de vontade política para aceitar uma pausa nos combates, afirmando que Kiev tinha proposto "repetidamente" um cessar‑fogo, pelo menos durante a Páscoa Ortodoxa.
Moscou já decretou tréguas unilaterais de curta duração, inclusive durante a Páscoa Ortodoxa do ano passado e em outras datas simbólicas, períodos durante os quais ambas as partes se acusaram mutuamente de violações.
fcl (Lusa, EFE, DPA, ots)