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PT: Moro mostra parcialidade ao aceitar convite de Bolsonaro

A manobra do presidente eleito e do juiz denunciaria um caráter político da Lava Jato, segundo integrantes do PT

1 nov 2018
12h02
atualizado às 12h20
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Quadros importantes do PT demonstraram revolta com anúncio do juiz da Lava Jato em Curitiba, Sério Moro, de que será ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro (PSL). Segundo eles, o fato confirma de que a operação que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros integrantes do partido seria uma ofensiva política.

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS)
O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS)
Foto: Ricardo Stuckert / Divulgação

Bolsonaro foi eleito com uma campanha focada no anti-petismo e na retórica anti-corrupção, favorecida pelo estrago feito pela Lava Jato no PT e outros partidos políticos. Em sua conta oficial no Twitter, o Partido dos Trabalhadores afirmou que o juiz é parcial:

Presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR) afirmou que "Moro será ministro de Bolsonaro depois de ser decisivo pra sua eleição, ao impedir Lula de concorrer".

Segundo o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), "poucas coisas podem ser mais descaradas". Lindbergh não foi reeleito.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), líder do partido na Câmara Federal, diz que a atuação de Sério Moro na Lava Jato foi em torca do cargo de ministro.

José Guimarães (CE), um dos principais deputados do partido afirmou que "Fica claro o caráter político da Lava Jato":

Até a publicação deste texto, o candidato do PT a Presidência, Fernando Haddad, não havia se manifestado por meio de redes sociais. Ele foi derrotado por Jair Bolsonaro no segundo turno da eleição, e analistas políticos apontam que sua votação (45%) seria suficiente para projetá-lo como líder da oposição.

Sua companheira de chapa, Manuela D'ávila (PCdoB-RS), disse que Moro "decide tirar a toga para fazer política".

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Fonte: Equipe portal
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