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Presidente do PSL diz que quer aproximação com PSDB e MDB

Bivar também negou que aliança com o democrata seja exemplo de 'toma lá, dá cá': 'São ônus, não cargos'

4 jan 2019
09h08
atualizado às 09h14
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O presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, afirmou nesta sexta-feira, 4, que o apoio de seu partido à candidatura de Rodrigo Maia (DEM) à reeleição na Câmara pode representar uma aproximação do PSL com outras siglas, como o PSDB e o MDB. "O PSL tem todo o interesse que todos os partidos se aglutinem porque Maia está imbuído dos melhores propósitos e a gente quer reformas", disse Bivar à Rádio Eldorado.

Questionado se isso representaria uma aproximação do PSL com partidos como o PSDB e MDB, Bivar respondeu: "Sim, com certeza. Ele (Maia) poderia ser ser eleito por aclamação. A gente quer ganhar a eleição, para dar viabilidade a uma agenda que melhora nosso país. Não é governo, partido. É o Brasil que está acima de tudo."

Luciano Bivar, presidente do PSL
Luciano Bivar, presidente do PSL
Foto: Valter Campanato/Agencia Brasil / Estadão Conteúdo

Bivar negou novamente que o apoio do PSL tenha sido um exemplo do "toma lá, dá cá" da chamada velha política, criticada por quadros do partido do presidente eleito Jair Bolsonaro. O PSL negociou a 2ª vice-presidência da Câmara e os comandos das Comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Finanças da Casa para apoiar Maia.

"Aquilo ali não é remuneratório. É um organismo que existe no nosso processo eleitoral (da Câmara). São ônus, não cargos", disse Bivar. "Ônus para examinar projetos de lei, para dar viabilidade ao governo. Se não é o PSL, estará outro partido qualquer. Não é questao de toma lá, dá cá. Não tem ninguém com vantagem pessoal ali."

Bivar também falou da pré-candidatura de Major Olimpio (PSL-SP) à presidência do Senado, confirmada na quinta após reunião dos eleitos do partido. Ele não descarta a possibilidade de que o senador eleito abra mão de sua candidura em favor de outra com mais "densidade eleitoral".

"Major Olimpio é um homem razoável e que vai aglutinar com outros candidatos que porventura tenham mais densidade eleitoral. Se isso acontecer, o Major tranquilamente se junta. Eu mesmo era candidato do partido à presidência da Câmara, achei que seria insuficiente mesmo com 53 votos (número de deputados do PSL na Casa), porque Maia tem mais tecnicidade para presidir. Não estamos atrás de vaidade. Mas se aglunitar, teremos 25, 27 dias ainda para discutir."

Questionado sobre um possível apoio do PSL à Tasso Jereissati (PSDB-CE), Bivar disse que Major Olimpio tem todas as condições para presidir a casa. "Se outros candidatos não decolarem, ele tem condição de aglutinar (apoio). Se isso não acontecer, ele se juntará a quem tem viabilidade e o mesmo que aconteceu na Câmara será feito no Senado."

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Estadão
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