"Preciso me envolver pessoalmente na escolha do próximo líder do Irã", afirma Donald Trump
Presidente dos EUA rejeita filho de Khamenei como sucessor e declara que o país quer alguém que traga "harmonia e paz" à região
Em entrevista ao site Axios e à agência Reuters nesta quinta-feira (5), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou sua intenção de influenciar diretamente a sucessão do governo no Irã. Donald Trump afirmou que considera "inaceitável" a possível nomeação de Mojtaba Khamenei, filho do atual líder supremo Ali Khamenei, para assumir o comando do país.
O presidente americano foi enfático ao declarar que os EUA não podem aceitar uma liderança que mantenha as políticas atuais. Segundo ele, permitir a continuidade do regime forçaria Washington a retornar ao campo de batalha em pouco tempo. "O filho de Khamenei é inaceitável para mim. Queremos alguém que traga harmonia e paz ao Irã", afirmou o republicano.
Donald Trump comparou sua postura atual com ações tomadas em outros países da América Latina. "Eu preciso estar envolvido na nomeação, como fiz com Delcy [Rodriguez] na Venezuela", disse ele ao Axios. Mais tarde, em conversa com a Reuters, o presidente reforçou o desejo de participação: "Queremos participar do processo de escolha da pessoa que irá liderar o Irã no futuro. Não precisamos voltar a cada cinco anos e fazer isso de novo e de novo".
Sobre o conflito armado, Donald Trump afirmou que a operação militar no território iraniano está "à frente do cronograma", embora não tenha estipulado um prazo final para o encerramento das atividades. Ele também garantiu a segurança das rotas comerciais marítimas: "O Estreito de Ormuz seguirá aberto", declarou, rebatendo as ameaças da Guarda Revolucionária iraniana de atacar embarcações na região.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que o governo já discute o papel que Washington desempenhará no país após a campanha militar.
O secretário de Guerra, Pete Hegseth, reforçou a narrativa de domínio militar na quarta-feira (4). Hegseth afirmou que os EUA estão vencendo de forma "decisiva e devastadora". Segundo o secretário, a infraestrutura militar iraniana foi severamente atingida: "A Força Aérea do Irã não existe mais. A Marinha deles descansa no fundo do Golfo Pérsico", declarou.
Hegseth também vinculou os ataques recentes a tentativas de atentado contra o presidente americano. "O líder da unidade dessa investida está morto e foi Trump quem deu a última risada", concluiu o secretário, referindo-se à morte de oficiais iranianos de alto escalão nos últimos dias.