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Prazo de guerra vence hoje e Trump decide ignorar o Congresso dos EUA

Entenda o impasse constitucional nos Estados Unidos e como a decisão da Casa Branca pode disparar ainda mais o preço do petróleo no mundo

1 mai 2026 - 10h33
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Termina nesta sexta-feira (1º) o prazo legal previsto pela legislação americana que obriga o presidente dos Estados Unidos Donald Trump a interromper a guerra no Oriente Médio. De acordo com a lei, o mandatário deveria cessar as hostilidades ou obter uma autorização formal do Congresso para prosseguir com o conflito. No entanto, o governo de Donald Trump sinalizou que ignorará essa obrigação constitucional. A estratégia da Casa Branca é manter a pressão militar e avaliar novos ataques contra o Irã. O objetivo seria forçar o regime de Teerã a negociar um novo acordo sob termos americanos. Segundo o portal g1, a situação é de alerta máximo, com o sistema de defesa antiaérea iraniano sendo ativado na última noite.

Donald Trump
Donald Trump
Foto: Tasos Katopodis/Getty Images / Perfil Brasil

Pela Constituição dos Estados Unidos, o poder de declarar guerra pertence exclusivamente ao Poder Legislativo. Entretanto, uma norma de 1973 permite intervenções militares limitadas em emergências por até 60 dias. Este prazo termina hoje para o conflito iniciado em 28 de fevereiro. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, apresentou um argumento jurídico para contornar a exigência. Ele afirmou que, devido ao atual cessar-fogo, o relógio da contagem está paralisado. "As hostilidades iniciadas no sábado, 28 de fevereiro, terminaram", declarou um alto funcionário do governo. A alegação é que não há combates diretos desde 7 de abril, o que desobrigaria o pedido de autorização.

No Irã, o clima é de total hostilidade e resistência. O líder supremo, Mojtaba Khamenei, classificou a atual situação como uma derrota vergonhosa para os americanos. Já o presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, denunciou que os bloqueios navais são uma extensão das operações de combate. O impacto econômico dessa crise é global e severo. O Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial, sofre com um duplo bloqueio. Washington cercou portos iranianos como resposta ao fechamento da passagem por Teerã. O diretor da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, alertou que o mundo enfrenta a mais grave crise energética da história.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo dramático pela paz nas redes sociais. "Agora é o momento do diálogo, de soluções que nos afastem da beira do abismo e de medidas capazes de abrir um caminho para a paz", defendeu Guterres. Enquanto a diplomacia patina, o preço do barril de petróleo atingiu picos de US$ 126, valores não vistos desde o início da guerra na Ucrânia. No Líbano, a situação também é crítica, com ataques israelenses contra o Hezbollah deixando milhares de mortos. A embaixada americana em Beirute tenta mediar reuniões com Benjamin Netanyahu, mas o cenário permanece incerto e perigoso.

Perfil Brasil
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