Por que o café pode ser um risco? Saiba quando evitar a bebida
Embora seja o combustível diário de milhões de brasileiros, o café esconde riscos específicos para quem sofre de certas condições clínicas e gestantes
Consumir café diariamente é uma tradição enraizada no Brasil. A bebida é mundialmente celebrada por ser uma fonte imediata de energia, servindo como aquele empurrãozinho necessário para enfrentar dias agitados. No entanto, o que muitos consideram um prazer inofensivo pode ter consequências severas para a saúde de determinados grupos. Por ser um potente estimulante do sistema nervoso central, a cafeína atua de forma sistêmica, e os alertas médicos se tornam mais rigorosos para garantir que o consumo não se transforme em um gatilho para crises de ansiedade ou complicações cardíacas graves.
O café no corpo humano
Pessoas que convivem com problemas gastrointestinais, como úlceras ou gastrite, formam o primeiro grupo que deve acender o sinal de alerta. O café é considerado um alimento irritante para a mucosa do estômago, podendo intensificar episódios de dor e azia. Além da questão digestiva, o impacto psicológico é um fator determinante. Segundo o Hospital Clínico de Barcelona, na Espanha, o consumo prolongado de estimulantes pode agravar transtornos de ansiedade. "O consumo de estimulantes por longos períodos de tempo, incluindo a cafeína, pode aumentar os episódios de ansiedade", alerta a instituição. Para quem já lida com mentes aceleradas, a bebida pode transformar o foco desejado em um estado de nervosismo e palpitação indesejado.
Riscos para o coração e durante a gestação
O sistema cardiovascular é outro ponto de atenção imediata. Por elevar a frequência cardíaca, o café não é recomendado para indivíduos com arritmias ou hipertensão. Médicos reforçam que a sensibilidade à substância varia, mas o risco de sobrecarga cardíaca é real para pacientes cardiopatas. Contudo, talvez o alerta mais sensível seja direcionado às mulheres grávidas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a gestação retarda a eliminação da cafeína do sangue materno, permitindo que a substância atravesse a placenta. "A cafeína pode atravessar a placenta e afetar metabolicamente o feto", aponta a organização. Estudos sugerem que o consumo excessivo nesta fase pode estar associado ao baixo peso do bebê, partos prematuros ou, em casos extremos, à morte fetal.
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