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Japão revive trauma de 2011 com novo alerta de tsunami após terremoto

Com epicentro no Oceano Pacífico, terremoto de magnitude 7,5 gera onda de 80 centímetros e força governo japonês a criar força-tarefa de emergência

20 abr 2026 - 09h38
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Um tsunami de 80 centímetros atingiu o porto da cidade de Kuji, na província de Iwate, ao norte do Japão, nesta segunda-feira (20). O fenômeno foi registrado às 17h34 (hora local), logo após um forte terremoto de magnitude 7,5 ter atingido a região com epicentro no Oceano Pacífico e a 10 quilômetros de profundidade. A Agência Meteorológica do Japão emitiu alertas graves, prevendo que ondas de até 3 metros poderiam alcançar partes das ilhas de Honshu e Hokkaido.

Japão revive trauma de 2011 com novo alerta de tsunami
Japão revive trauma de 2011 com novo alerta de tsunami
Foto: Reprodução / Perfil Brasil
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O impacto do tsunami e a resposta oficial

Diante da emergência, a primeira-ministra Sanae Takaichi anunciou a criação de uma força-tarefa de emergência e pediu que os cidadãos das áreas afetadas busquem locais seguros imediatamente. A emissora NHK registrou imagens de navios saindo do porto de Hachinohe, em Hokkaido, como medida preventiva. Durante a transmissão, um alerta piscava na tela com os dizeres: "Tsunami! Evacuar!". A agência de notícias Kyodo informou que, devido aos tremores, os serviços de trem-bala na província de Aomori, no extremo norte da ilha de Honshu, foram temporariamente suspensos.

Contexto histórico e geológico

O Japão é um dos países mais propensos a terremotos no mundo, registrando um tremor pelo menos a cada cinco minutos. Localizada no "Círculo de Fogo", uma faixa de vulcões e fossas oceânicas que circunda parcialmente a Bacia do Pacífico, a nação contabiliza cerca de 20% dos terremotos globais com magnitude 6,0 ou superior. Embora não existam usinas nucleares em operação nas regiões de Hokkaido e Tohoku atualmente, o cenário remete à memória do desastre de 11 de março de 2011.

Aquele evento, um terremoto de magnitude 9,0 seguido por tsunami, devastou o norte do país, provocou 22 mil mortes e forçou quase meio milhão de pessoas a deixarem suas residências. A tragédia causou a liberação de radiação na usina nuclear de Fukushima Daiichi, obrigando cerca de 160 mil pessoas a fugirem. Aproximadamente 26 mil delas ainda não retornaram às suas cidades, seja por interdições ou preocupações persistentes com a segurança radiológica na área.

Perfil Brasil
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