Pontos de coleta recebem material genético de familiares de pessoas desaparecidas em todo o RS
Todos os Postos Médico-Legais (PMLs) vão estar mobilizados no período para as coletas, bem como o Centro Regional de Excelência em Perícias Criminais do Sul (Crepec), em Porto Alegre
De 24 a 28 de agosto, o Rio Grande do Sul realiza a 4ª Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas em todos os Postos Médico-Legais e no Crepec, com ação extra no Parque Farroupilha dia 27. A iniciativa visa cruzar dados com bancos genéticos para identificar pessoas. Familiares de 1º grau devem doar sangue ou saliva, apresentando documento de identidade, dados do boletim de ocorrência e, se possível, objetos pessoais do desaparecido com potencial genético.
Durante os dias 24 e 28 de agosto, pontos de coleta no Estado vão receber materiais genéticos durante a quarta edição da Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A iniciativa, que ocorre em todo o território nacional, visa ampliar a identificação de pessoas desaparecidas.
No Rio Grande do Sul, todos os Postos Médico-Legais (PMLs) vão estar mobilizados no período para as coletas, bem como o Centro Regional de Excelência em Perícias Criminais do Sul (Crepec), em Porto Alegre (Rua Comendador Álvaro Guaspari, 40).
Na quinta-feira (27/8), será disponibilizado também um ponto de coleta junto ao Monumento ao Expedicionário, no Parque Farroupilha, em Porto Alegre.
Quem deve participar?
A mobilização é voltada especialmente aos familiares de pessoas desaparecidas que ainda não forneceram material genético à perícia oficial. O DNA coletado é comparado com os perfis genéticos de pessoas não identificadas, vivas ou falecidas, cadastrados nos bancos de DNA. Esse cruzamento ocorre de forma contínua, como parte do trabalho permanente de busca e identificação.
O material coletado é utilizado exclusivamente para a identificação de pessoas desaparecidas, sendo proibido o seu emprego para qualquer outra finalidade. Quem já forneceu material genético à perícia oficial em outra ocasião não precisa repetir o procedimento.
Quem pode doar?
Preferencialmente, a coleta deve ser realizada em familiares de primeiro grau, observando-se a seguinte ordem:
- Pai e/ou mãe biológicos;
- Filhos biológicos da pessoa desaparecida e o outro genitor desses filhos;
- Irmãos biológicos, filhos do mesmo pai e da mesma mãe.
Quando não for possível seguir essa ordem, a possibilidade de coleta em outros familiares poderá ser avaliada pela equipe responsável.
Como é realizada a coleta?
O material genético pode ser obtido de duas formas:
- Com um pequeno cotonete, passado na parte interna da bochecha;
- Por meio da coleta de uma pequena gota de sangue da ponta de um dos dedos.
Pessoas que não puderem comparecer a um dos pontos de atendimento devem entrar em contato, por telefone, com o local de coleta mais próximo. A equipe avaliará cada situação e buscará viabilizar o procedimento onde o familiar estiver.
O que é necessário levar?
Os interessados devem comparecer ao ponto de coleta com:
- Documento de identidade;
- Informações do boletim de ocorrência de desaparecimento;
- Se possível, objetos pessoais da pessoa desaparecida que possam conter material genético, como escova de dentes, dente de leite guardado ou cordão umbilical, entre outros.
Texto: Leonardo Ambrosio/Ascom IGP
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