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PF faz operação sobre recursos ligados ao filme 'Dark Horse'; Mario Frias é alvo

Com 49 mandados em quatro estados, ação alcança ainda a produtora Karina Gama e entidades ligadas a ela

10 set 2026 - 08h54
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Resumo
A PF deflagrou a Operação Make Up para apurar o desvio de emendas parlamentares por meio de entidades ligadas à cinebiografia de Jair Bolsonaro. Entre os alvos de mandados de busca está o deputado Mario Frias (PL-SP), investigado por repassar R$ 2 milhões sob suspeita de irregularidades e superfaturamento para empresas sem comprovação de serviços. Sob relatoria de Flávio Dino no STF, a apuração mira crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa. O parlamentar nega desvios.

Uma investigação sobre o destino de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares chegou a nomes relacionados a 'Dark Horse', cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nesta quinta-feira (10), a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Make Up, que tem o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a produtora Karina Gama entre os alvos.

Com 49 mandados em quatro estados, ação alcança ainda a produtora de 'Dark Horse', Karina Gama, e entidades ligadas a ela
Com 49 mandados em quatro estados, ação alcança ainda a produtora de 'Dark Horse', Karina Gama, e entidades ligadas a ela
Foto: Divulgação/Go Up Entertainment / Perfil Brasil

Ao todo, 49 mandados de busca e apreensão são cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. A ação também alcança o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC), entidades ligadas a Gama. Não há, contudo, mandados de prisão.

A operação é realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU). O caso está sob relatoria do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O que a PF apura na Operação Make Up?

De acordo com a Polícia Federal, a investigação apura um suposto desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares repassadas a uma organização da sociedade civil. A corporação aponta a suspeita de que agentes públicos e privados tenham direcionado valores para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços.

As tentativas de dissimular os possíveis desvios teriam continuado até julho deste ano. Além disso, levantamentos financeiros identificaram movimentações de centenas de milhões de reais entre empresas que integram o esquema investigado. A apuração envolve suspeitas de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

Emenda de Mario Frias está sob análise

A investigação alcança recursos destinados ao Instituto Conhecer Brasil. Entre eles está uma emenda de R$ 2 milhões indicada por Mario Frias. O uso do dinheiro já havia levado Flávio Dino a cobrar explicações do parlamentar. Em março, o ministro determinou que Frias apresentasse informações ao STF sobre "possíveis irregularidades" relacionadas ao uso dos recursos.

Uma auditoria da CGU também encontrou problemas que levantaram suspeitas sobre a aplicação da verba, entre eles gastos sem comprovação. Frias, no entanto, nega irregularidades. Em manifestação enviada ao Supremo em maio, o deputado sustentou que os recursos foram destinados a ações de finalidade social.

Caso 'Dark Horse' tem outra frente no STF

Apesar da relação da Operação Make Up com nomes ligados a 'Dark Horse', essa não é a única investigação no Supremo que envolve recursos associados à cinebiografia de Jair Bolsonaro. Há uma segunda apuração, sob relatoria do ministro André Mendonça, que segue um caminho diferente.

Enquanto o caso de Dino trata de recursos públicos provenientes de emendas, o outro inquérito acompanha repasses feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro e busca esclarecer o percurso desse dinheiro. A Operação Make Up não faz parte dessa segunda investigação. Um desdobramento desse outro caso ocorreu na quarta-feira (9). Mendonça homologou a colaboração premiada de Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro, dono da Entre Investimentos.

De acordo com informações apresentadas no acordo, a empresa realizou sete repasses ao fundo Havengate, nos Estados Unidos, entre janeiro e setembro de 2025. As operações totalizaram US$ 12,333 milhões, cerca de R$ 62,8 milhões pela cotação de setembro daquele ano.

Perfil Brasil
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