Pesquisa revela que 7 em cada 10 enfermeiros já sofreram algum tipo de agressão no ambiente de trabalho
Uma pesquisa nacional revelou que a cada 10 profissionais enfermeiros, 7 já sofreram alguma agressão verbal e/ou física no trabalho.
Uma pesquisa nacional realizada pelo Instituto Neointel Research revelou dados alarmantes sobre a rotina, a saúde e a segurança dos profissionais de enfermagem que cuidam de nós e de nossos familiares em momentos de incertezas, angústias e aflições.
Primeiramente é importante destacarmos que as principais motivações na decisão da escolha de ser um(a) enfermeiro(a), bem como na vontade de continuar exercendo a profissão são, para o total de 357 entrevistados, principalmente a oportunidade de ajudar ao próximo (69%), o sentir-se realizado como ser humano (60%), a inspiração e admiração por algum conhecido da área (28%), ser reconhecido como uma referência positiva para os demais da equipe (23%) e possibilitar uma morte digna aos pacientes (20%).
Isso soa altruísta, demonstra um senso de cooperação com a sociedade e indica um propósito de vida, mas nem tudo parece ser tão perfeito assim. O dia a dia é duro, a rotina maçante, a responsabilidade pesa, o cansaço invade. Para 61% dos entrevistados a falta de valorização do trabalho é o maior descontentamento com a profissão, seguida da insatisfação com a remuneração (52%) e o excesso de pressão e estresse emocional (52%).
Em maio deste ano houve um ato público organizado pelo Fórum Nacional da Enfermagem, a favor da aprovação do Projeto de Lei 2295/00 que tramita há mais de 18 anos no Congresso Nacional, para pedir mais valorização e reivindicar melhorias para a categoria, como a jornada de 30 horas semanais, piso salarial, descanso digno e melhores condições de trabalho.
Mas foi em junho que o problema mais grave que estes profissionais enfrentam veio à tona com um vídeo de uma enfermeira sendo agredida em um hospital de São Paulo. A cena choca, é triste, gera revolta, mas o que mais causa incômodo é saber que isso acontece todos os dias longe das câmeras, às escondidas entre um consultório e outro.
Fabiana Driusso revelou que em sua pesquisa, 71% do grupo estudado relatou ter sofrido algum tipo de violência no seu ambiente profissional, sendo 84% agressões verbais e 16% agressões físicas. Dentre as agressões verbais destacam-se os xingamentos (47%), ameaças (42%), acusações (36%) e humilhações (35%) e dentre as agressões físicas estão os beliscões (16%), arranhões (16%), pontapés (10%) e socos (9%).
As principais causas destas violências abordadas foram o atendimento a pacientes psiquiátricos, com demências, drogados ou alcoolizados (37%), recursos humanos em quantidade inadequada no plantão (32%), insatisfação com o atendimento prestado (27%), demora no atendimento (22%), problemas estruturais da unidade como falta de leitos e/ou equipamentos (19%) e falta de recursos materiais e insumos médicos hospitalares (13%).
E apesar de tudo isso, embora nada justifique estes dados, quando perguntado quais os sentimentos que mais os definem como profissionais de enfermagem podemos confirmar que estas pessoas admiráveis nasceram para cuidar. As principais respostas foram: dedicação (24%), humanismo (21%), responsabilidade (16%) e orgulho (11%).
Diante disso, o orgulho deve ser de todo o Brasil por podermos contar com vocês nos nossos momentos mais difíceis, encontrando um olhar acolhedor, uma palavra de otimismo, um consolo para fortificar a nossa fé.
Website: http://www.neointel.com.br
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