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Pesquisa Ipec: Lula lidera com 44%; Bolsonaro tem 32%

De acordo com a mais nova rodada da pesquisa para presidente, Ciro Gomes possui 7% das intenções de voto; Simone Tebet está em quarto lugar com 3%

29 ago 2022 - 21h36
(atualizado em 30/8/2022 às 11h00)
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Lula e Bolsonaro em eventos em agosto de 2022.
Lula e Bolsonaro em eventos em agosto de 2022.
Foto: Ricardo Stuckert e CNA/Divulgação / Estadão

Com 44% das intenções de voto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a disputa pelo Palácio do Planalto. Ele é seguido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), com 32%. Os números são da pesquisa eleitoral para presidente divulgada pelo Ipec (ex-Ibope) nesta segunda-feira, 29.

Agregador de pesquisas do 'Estadão'

    Ainda segundo o Ipec, Ciro Gomes (PDT) tem 7% e Simone Tebet (MDB) tem 3%. Felipe D'Avila (Novo) tem 1%.

    Brancos e nulos somam 7% e 6% não sabem ou não responderam.

    Essa é a primeira pesquisa voltada para a eleição presidencial realizada pelo Ipec após o início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão e as sabatinas do Jornal Nacional, da TV Globo. O último levantamento havia sido divulgado no dia 15 de agosto.

    Na última pesquisa do Ipec, Lula aparecia com 44% dos votos e Bolsonaro com 32%. Ciro Gomes (PDT) tinha 6% e Simone Tebet (MDB), 2%.

    Contratada pela TV Globo, a pesquisa foi realizada entre os dias 26 e 28 de agosto e entrevistou 2000 eleitores presencialmente. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01979/2022. A pesquisa tem 2 pontos de margem de erro para cima e para baixo.

    Debate

    A pesquisa Ipec foi realizada ao final da segunda semana de campanha, marcada pelo primeiro debate presidencial, que ocorreu neste domingo, 28, na TV Band, e pela sabatina dos quatro candidatos melhor colocados nas pesquisas na TV Globo. O levantamento também aconteceu depois das primeiras aparições dos candidatos no horário eleitoral gratuito.

    O primeiro debate foi marcado por tensão dentro e fora do estúdio. A radicalização no cenário político recente fez com que o evento não tivesse a presença de plateia. Mesmo assim, a hostilidade marcou a noite, com ataques do presidente Bolsonaro à jornalista Vera Magalhães e briga entre bolsonaristas e petistas na sala onde estavam os convidados das campanhas.

    O clima do debate também deu o tom nas redes sociais, onde apoiadores do presidente usaram rebateram as críticas que o chefe do Executivo recebeu. O movimento apareceu nos trending topics do Twitter com a hashtag #MulheresComBolsonaro, em oposição a uma ofensiva de aliados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deram eco ao posicionamento de que o presidente é agressivo contra o público feminino.

    Para colunistas e jornalistas do Estadão que acompanharam a transmissão e analisaram a atuação dos concorrentes, Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União Brasil) ganharam destaque no debate, que pode aumentar a exposição das candidatas em relação ao eleitorado que não as conhece.

    Já os dois candidatos mais bem colocados nas pesquisas tiveram postura diferente no debate da vista durante a sabatina da Rede Globo, na semana passada.

    Entrevistado no Jornal Nacional, o petista foi mais incisivo em críticas ao governo Bolsonaro, principalmente no tema da corrupção. Já no debate, aliados do ex-presidente se frustraram com o desempenho do candidato, que buscou tom mais pacificador. A presença de Lula e Bolsonaro rendeu à rede Globo recordes em audiência e registrou manifestações em diversas capitais do País.

    Em campanha pelo Brasil, as políticas para as mulheres e o apelo ao eleitorado evangélico deu o tom dos discursos dos candidatos, que também procuraram dialogar sobre economia e apresentar propostas sobre distribuição de renda.

    Estadão
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