Netanyahu diz que Israel está 'quebrando os ossos do Irã' e que guerra não acabou
Declaração de premiê contradiz fala de Trump sobre possível término do conflito
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país vem "quebrando os ossos" do poder iraniano desde o início da ofensiva conjunta com os Estados Unidos em 28 de fevereiro, mas ressaltou que a operação "ainda não terminou".
A declaração foi dada durante uma visita a um centro de emergência do Ministério da Saúde israelense no final da noite da última segunda-feira (9), de acordo com comunicado divulgado nesta terça (10).
Na ocasião, Netanyahu declarou que Israel pretende enfraquecer o regime iraniano e estimular mudanças internas no país.
"Não há dúvida de que, com as ações tomadas até agora, estamos quebrando seus ossos ? e ainda não terminamos", enfatizou o premiê.
Segundo ele, Israel aspira que a população do Irã "quebre o jugo da tirania", embora tenha reconhecido que um eventual colapso do regime dependeria, em última instância, do próprio povo iraniano.
A fala de Netanyahu ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter declarado que o conflito contra o Irã estava "praticamente concluído" e que terminará "em breve", embora logo depois tenha prometido ataques 20 vezes mais fortes.
Desde 28 de fevereiro, a guerra no Oriente Médio tem escalado e afetado outros países da região, incluindo o Líbano. Inclusive, autoridades de segurança israelenses alertaram para uma possível intensificação dos ataques vindos do território libanês.
De acordo com reportagem do Canal 12, o tema foi discutido em uma reunião de segurança realizada na noite de segunda-feira, convocada por Netanyahu e pelo ministro da Defesa, Israel Katz.
Durante o encontro, chefes da Defesa informaram que o Hezbollah deve intensificar ataques contra Israel nos próximos dias. A avaliação é que o grupo armado tem lançado dezenas de mísseis e drones diariamente, tentando pressionar o norte do país e desgastar a retaguarda israelense.
Segundo as autoridades, o Hezbollah também estaria enviando combatentes de volta ao sul do Líbano com o objetivo de desviar a atenção militar israelense da frente relacionada ao Irã.