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Perigo oculto da Tesla? Entenda por que a Europa acende o alerta contra o sistema autônomo

Saiba como o rigor das leis europeias e as falhas na transição de controle estão colocando em xeque a segurança do sistema Full Self-Driving

31 mar 2026 - 06h00
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O sistema de direção avançada da Tesla tornou-se o centro de uma polêmica internacional que coloca em xeque a segurança dos veículos autônomos. Segundo informações do Jornal do Carro do Estadão, o recado do Euro NCAP sobre a montadora caiu como uma bomba no setor automotivo nesta terça-feira (31). O alvo principal da entidade europeia é o Full Self-Driving (FSD), o pacote mais sofisticado de assistência ao condutor oferecido pela empresa. Para Richard Schram, diretor técnico do órgão que avalia a segurança de carros novos na Europa, o risco central do sistema vai muito além da tecnologia em si.

Tesla Model Y
Tesla Model Y
Foto: Divulgação/Ts / Perfil Brasil

Para o especialista, o perigo reside na expectativa que o software cria no usuário comum. Em declarações à imprensa da Oceania, Schram afirmou que o FSD é impressionante, mas carrega um erro estrutural grave devido à dependência excessiva do motorista. "O risco não está só no sistema, mas na expectativa que ele cria", destacou o diretor ao explicar que o cérebro humano tende a se desligar da tarefa de dirigir quando o carro parece operar sozinho. Justamente por esse motivo, o Euro NCAP não aceita a ideia de direção totalmente autônoma da forma como o recurso é comercializado atualmente.

Na prática, o sistema da Tesla de Elon Musk ainda exige supervisão constante, o que entra em conflito direto com o nome e com a percepção de quem utiliza o veículo. O órgão europeu defende que existe uma linha clara entre assistência e automação. No caso da assistência, o condutor deve permanecer no controle total, enquanto na automação a responsabilidade é da montadora. O diretor foi ainda mais direto ao sugerir que, se a marca deseja chamar o sistema de autônomo, ela deve assumir responsabilidade total por qualquer incidente.

Esse impasse explica por que o FSD ainda não chegou oficialmente ao continente europeu, que possui uma das regulamentações mais rígidas do mundo. Um caso real ocorrido no Texas ilustra o dilema: uma motorista processou a empresa após colidir com uma barreira de concreto usando o sistema. Musk afirmou que os dados indicam que o software foi desativado quatro segundos antes do impacto. No entanto, para especialistas, esse tempo é insuficiente para que um humano retome o controle de uma situação crítica. O episódio evidencia que o maior problema não é como o carro dirige, mas sim o momento em que ele deixa de dirigir e devolve o comando ao motorista distraído.

Perfil Brasil
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