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Pediatria alerta para cuidados com crianças após RS entrar em alto risco para SRAG

A maior preocupação dos especialistas está concentrada na coesão temporal com o período de frio, que eleva a circulação de patógenos como a Influenza A e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR)

4 jun 2026 - 20h42
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O avanço das doenças respiratórias no Rio Grande do Sul colocou o Estado na categoria de alto risco para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O dado foi apresentado no boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com base nos registros epidemiológicos consolidados do fim de maio. Diante deste panorama, a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) emitiu um comunicado direcionado a pais, escolas e profissionais de saúde, reforçando a necessidade de intensificar as medidas preventivas e a vacinação.

Foto: Magnific / Porto Alegre 24 horas

A maior preocupação dos especialistas está concentrada na coesão temporal com o período de frio, que eleva a circulação de patógenos como a Influenza A e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Enquanto a Influenza responde por internações em diversas faixas etárias, o VSR representa o maior perigo para lactentes e bebês, sendo o principal responsável por infecções graves no trato respiratório inferior de crianças pequenas.

O presidente da SPRS, Marcelo Porto, ressalta que o cenário exige atenção redobrada, principalmente porque quadros que mimetizam um resfriado comum podem evoluir com rapidez para condições severas em pacientes prematuros, crianças com comorbidades ou menores de seis meses.

Sinais de alerta que exigem busca por atendimento médico imediato

A evolução clínica em crianças costuma ser mais rápida do que nos adultos, demandando observação constante dos responsáveis. A SPRS lista os principais sintomas de agravamento que justificam a procura imediata por um serviço de pronto atendimento:

  • Dificuldade evidente para respirar, respiração muito acelerada ou esforço físico visível (como o afundamento das costelas e o batimento de asa do nariz).

  • Gemência, apatia profunda, sonolência excessiva ou irritabilidade que não cessa.

  • Lábios, língua ou extremidades dos dedos arroxeados (cianose).

  • Recusa total de amamentação ou alimentação, acompanhada de sinais de desidratação e febre persistente.

Um dos principais fatores que contribuem para a pressão nos serviços de saúde é a baixa cobertura vacinal contra a Influenza registrada no Estado. A falta de imunização adequada gera um bolsão de indivíduos suscetíveis, acelerando a velocidade de transmissão do vírus na comunidade e, consequentemente, elevando os índices de hospitalizações e óbitos nos grupos de maior vulnerabilidade, como grávidas, idosos e crianças.

A área médica reforça que a vacina da gripe não blinda o organismo contra todos os resfriados e viroses circulantes, mas cumpre a função primordial de reduzir drasticamente as chances de o paciente desenvolver as formas graves da doença.

Além de atualizar a caderneta de vacinação, a associação de pediatria recomenda a adoção de barreiras físicas e de comportamento no cotidiano. As orientações incluem a higienização constante das mãos com água e sabão ou álcool em gel, a manutenção de ambientes ventilados (mesmo nos dias frios) e o isolamento doméstico de crianças que apresentem qualquer sintoma gripal, evitando o envio dos alunos para escolas ou creches para frear o contágio.

Porto Alegre 24 horas
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