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Paulo Coelho sobre prisão durante a ditadura: 'Eles não queriam confissão, queriam me dar um susto'

25 jul 2025 - 15h50
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Em entrevista exclusiva concedida à Rolling Stone, Paulo Coelho relembrou os dias em que esteve preso durante o regime militar. O escritor contou ter sido confundido com um homônimo filiado ao Partido Comunista e afirmou que, mesmo sem provas contra ele, foi levado e torturado pelo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), órgão de repressão da Ditadura.

Paulo Coelho
Paulo Coelho
Foto: Divulgação / Perfil Brasil

"Me torturaram. Aliás, eu escrevi um texto para o Washington Post, no qual descrevo em detalhes a tortura. Quando eu era torturado, eu dizia que confessaria o que quisessem. Eles não queriam confissão nenhuma, mas me dar um susto. Acho que a essa altura eles já tinham concluído que eu não tinha nada a ver", disse o autor de O Alquimista. O relato faz parte de um dos trechos mais duros da entrevista, onde o escritor, que vive hoje em Genebra, na Suíça, revisita o período sombrio da repressão brasileira.

O motivo da prisão, segundo Paulo Coelho, foi um erro de identidade: "Eu fui trocado por outra pessoa com o mesmo nome, um homônimo. O autor do livro ['Raul Seixas: Não Diga Que a Canção Está Perdida'] pesquisou e descobriu que era um homônimo do Partido Comunista. Ele contou que tinha sido confundido com outro cara chamado Paulo Coelho Pinheiro. Eu sou o Paulo Coelho de Souza."

O escritor foi delatado por Raul Seixas?

Na entrevista, Paulo também comentou o momento em que foi preso ao acompanhar Raul Seixas. Na série da Globoplay, que inspirou a entrevista, há uma cena em que Raul canta ao telefone dentro do DOPS, enquanto o escritor permanece detido.

"Exatamente. E ele pegou o telefone e cantou. O que não é correto é que saí e fui encontrar com ele. Eu fui para a casa dos meus pais", explicou. Quando questionado se teria sido delatado pelo parceiro musical, o autor nega com firmeza: "Tem uma biografia que diz que sim, mas não. Eu não acho."

Ao falar sobre o impacto da prisão em sua vida, Paulo mostra serenidade. Relembra que o período foi difícil, mas que seguiu em frente. "Eu era tão apavorado que nem olhei aquele papel [do DOPS com os motivos da liberação]. Olhei para o outro lado. Dizia: 'Se eu olhar e descobrir…'"

O episódio foi também a separação momentânea da parceria com Raul. O escritor lamenta apenas que a série, embora fiel, tenha modificado esse detalhe. "A separação foi a prisão, a única coisa que não é fiel na série."

Leia a entrevista completa no site da Rolling Stone Brasil.

Perfil Brasil
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